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20 Agosto de 2019 | 14h37 - Actualizado em 20 Agosto de 2019 | 16h58

Ministro convida investidores norte-americanos

Luanda - O ministro das Relações Exteriores, Manuel Augusto, convidou, nesta segunda-feira, em Washington (EUA), os investidores estadunidenses a participarem no futuro processo de privatizações no país.

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Manuel Augusto, Ministro das Relações Exteriores (arquivo)

Foto: Clemente dos Santos

O governante angolano, que falava numa palestra no Conselho Atlântico, na capital norte-americana, disse ser uma oportunidade para as companhias americanas investirem em Angola.

O Governo Angolano prevê privatizar, até 2022, 195 empresas, no âmbito do Programa de Privatizações (PROPRIV).

Pretende-se com esse programa, potenciar a criação de empregos no país, sobretudo naquelas, eventualmente, paradas ou a trabalhar a "meio gás", aumentando a sua competição e eficiência na economia angolana.

Para algumas empresas estratégicas do Estado, como a Sonangol, TAAG e outras similares, o programa de privatizações, apoiado pelo Banco Mundial, será parcial.

Noutro domínio, Manuel Augusto, que efectou uma visita de dois dias aos EUA, considerou excelentes as relações político-diplomáticas e de cooperação entre os dois países.

Durante a visita, o ministro manteve um encontro com o secretário de estado norte-americano, Mike Pompeo, e com o secretário assistente para África, Tibor Nagy, tendo participado numa palestra sobre a "Nova Angola", na sede do Conselho Atlântico.

Nessa ocosião, afirmou que o Governo angolano está a se esforçar para fortalecer o quadro jurídico nacional e o sistema de justiça, com a principal prioridade na moralização da sociedade.

Manuel Agusto destacou a luta contra a má fé ou corrupção nos sectores da sociedade e da economia, afirmando que se pretende combater “a patologia de impunidade pela corrupção, nepotismo e lavagem de dinheiro”.

Relativamente ao investimento directo norte-americano em companhias do petróleo, o ministro considerou ser altamente desejável e constitui um objectivo da estratégia de desenvolvimento sustentável de Angola.

Apontou os sectores do comércio, finanças, energia, indústria transformadora, segurança, direitos humanos, saúde e justiça como as áreas nas quais Angola quer fomentar parcerias com os EUA, apelando às pequenas e médias empresas a apresentarem negócios e se estabelecerem em Angola.

Para o ministro, um dos maiores desafios do país é a diversificação da economia e o aumento da produção doméstica, necessários para a segurança alimentar e auto-suficiência.

Por seu turno, o secretário-adjunto norte-americano para as relações com África, Matthew Harrington, considerou que as relações com Angola estão num "ponto de viragem muito diferente do passado".

Matthew Harrington afirmou que os EUA vêm Angola como detentora de grande potencial para parceria económica duradoura e como uma fonte de estabilidade na região africana.

Felicitou Angola pelo papel desempenhado em vários assuntos africanos, como o acordo de paz entre Uganda e Ruanda, a realização de eleições na República Democrática do Congo, bem como pela missão de estabilização no Lesotho.

O fortalecimento das parcerias e da cooperação entre Angola e Estados Unidos em vários sectores esteve em cima da mesa, com o ministro angolano a sublinhar a necessidade da ajuda dos EUA para encontrar os dinheiros e activos retirados ilegalmente de Angola.

Assuntos Angola  

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