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04 Setembro de 2019 | 17h27 - Actualizado em 04 Setembro de 2019 | 17h26

Consultor advoga cultura de denúncia nas instituições

Luanda- O consultor do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos, Sebastião Rocha, advogou hoje (quarta-feira), em Luanda, a necessidade de implementação da cultura de denúncia por parte dos cidadãos, para combater de forma eficaz a corrupção nas instituições.

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Assessor do ministro da Justiça e dos Direitos Humanos para área ética e moralização, Sebastião Rocha

Foto: Nelson Malamba

Em entrevista à Angop, a propósito da “Campanha de Moralização Contra a Corrupção na Justiça”, Sebastião Rocha referiu que durante anos a corrupção foi vista como uma cultura, ou seja como algo “normal”, por este motivo as pessoas não denunciavam e facilmente acontecia o fenómeno.

Segundo o responsável, o país tem bons instrumentos jurídicos para combater a corrupção, o que faltou é a aplicação das leis com rigor e educação.

Disse acreditar que, com o lançamento da Campanha de Moralização, hão-de surgir bons resultados nas instituições.

Sebastião Rocha lembrou que o país viveu este fenómeno durante 40 anos, e tornou-se uma prática que ficou enraizada nas instituições.

Mas deve-se aproveitar a iniciativa mobilizadora do Presidente da República na activação da luta contra a corrupção para atacar este problema que afecta a sociedade.  

O consultor referiu que a corrupção atingiu tais níveis no país por dois motivos principais, sendo o primeiro devido a falta de valores morais, e o segundo por causa das oportunidades que se foram criando, fruto da ineficiência dos mecanismos de controlo.

O consultor para ética e moralização do MJDH apontou a perda de valores morais como um dos factores chave para o enraizamento da corrupção em Angola e sugeriu a criação, urgente, de um mecanismo de resgate desses valores.

Sugeriu como uma das soluções para redução dos níveis de corrupção, a implementação de uma cadeira de moralização e corrupção no currículo escolar de modo a prevenir os mais jovens sobre este mal que devastou o país.  

Sebastião Rocha falou da importância de serem produzidos programas televisivos e radiofónicos e até mesmo peças teatrais no sentido de moralizar e educar as pessoas sobre os prejuízos causados pela corrupção.

Lembrou que para haver boa governação são necessários quatro pilares fundamentais, que são o Princípio da Legalidade, Equidade, Transparência e a Ética na prestação de contas.

Referiu que o cumprimento destes princípios pode evitar muitos destes fenómenos negativos que se observam durante os últimos anos.  

Durante a entrevista, o consultor reforçou a necessidade de mudar de consciência e adoptar um espírito inovador. “Têm de ser pessoas diferentes e mudar o estilo de liderança", concluiu.

A Campanha de Moralização Contra a Corrupção na Justiça, apresentada em Maio de 2018, em Luanda, tem como objectivo moralizar os funcionários do sector.

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