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11 Setembro de 2019 | 18h32 - Actualizado em 11 Setembro de 2019 | 19h22

Termina repatriamento voluntário na Lunda Norte

Dundo - O processo de repatriamento voluntário e espontâneo dos refugiados congoleses que se encontravam no Campo do Lóvua, Lunda Norte, desde Maio de 2017, terminou com o regresso de 14 mil e 724 cidadãos.

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LUNDA NORTE: REFUGIADOS NO CAMPO DO LÓVUA

Foto: HÉLDER DIAS

O processo voluntário previa um total de 18 mil e 800, sendo que 4 mil e 76 decidiram à ultima hora regressar numa altura posterior.

O processo de repatriamento voluntário teve início a 19 de Agosto, quando um grupo de refugiados decidiu unilateralmente regressar ao país de origem voluntaria e espontaneamente.

O governo angolano, apesar de ter sido apanhado de surpresa, criou de imediato, condições logísticas para apoiar o repatriamento, evitando que os refugiados continuassem a caminhar para atingirem as fronteiras do Chissanda e Tchicolondo, município de Cambulo, como inicialmente pretendiam.

Relativamente aos números, houve desistência de cerca de quatro mil refugiados, que em princípio queriam regressar voluntariamente.

Dos 14 mil e 724, três mil e 772 são homens, sete mil e 974 crianças e dois mil e 978 mulheres.

Repatriamento organizado começa dia 18 de Setembro

Depois desta inesperada decisão dos refugiados na madrugada do dia 18 de Agosto, os governos de Angola, da República Democrática do Congo e o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR), realizaram uma reunião tripartida, em Luanda, onde acordaram que o repatriamento organizado começaria no dia 16 do corrente.  

Por se tratar de uma data que antecede o dia do Herói Nacional, a assinalar-se a 17 de Setembro, o processo, organizado e assegurado pelo ACNUR ficou adiado para 18 deste mês.

O chefe do Escritório do ACNUR na Lunda Norte, Daniel Roger Tam, disse que decorre o processo de registo das famílias que pretendem aderir ao repatriamento organizado.

Para o êxito da operação, disse estarem disponíveis sete viaturas, entre autocarros e camiões, alimentação, meios e técnicos.

Disse que estão a ser criados alguns centros de trânsito quer ao longo do troço que liga o Chitato ao município de Cambulo, como nas fronteiras, para permitir que os refugiados tenham locais para se alimentar.

O ACNUR assegura cerca de 20 mil franco congolês e 80 dólares norte-americanos para a reintegração socioeconómica dos regressados.  

O total de cidadãos da RDC na altura acolhidos em Angola, na província da Lunda Norte, em particular, atingiu os 35 mil, destes, 23 mil e 684 foram acolhidos no campo de refugiados do Lóvua, enquanto os restantes 11 mil e 316 estavam distribuídos pelas comunidades da província.

A migração destes cidadãos derivou da violência generalizada causada por tensões políticas e étnicas na República Democrática do Congo (RDC) em Maio de 2017.

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