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22 Setembro de 2019 | 13h00 - Actualizado em 22 Setembro de 2019 | 13h00

Uíge: Vice-governadora apela consolidação da paz e promoção do bem-estar

Uíge - Os angolanos devem continuar a primar pela unidade e consolidação da paz, para a promoção do seu bem-estar social e dignificação de África, apelou, sábado, a vice-governadora para o sector Político, Social e Económico do Uíge, Catarina Pedro Domingos.

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O apelo foi feito na Universidade Kimpa-Vita, num evento realizado no âmbito da Bienal - Fórum Pan-africana para Cultura da Paz, adiantando que para melhor consolidar a paz, “a sociedade deve continuar unida, com espírito de amor cultural de cada povo, caracterizados como africanos”.   

O fórum, disse, faz parte da Agenda-2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), visando impulsionar o desenvolvimento sustentável e aspirações do Programa-2063 da União Africana (UA) e suas iniciativas inseridas no plano de reconciliação para uma cultura de paz e não violência no continente.

Catarina Domingos reafirmou que a história dos países de Àfrca é traduzida por vários actos com orgulho dos seus filhos, visando promover a paz, justiça social e possibilitar o posicionamento definitivo do desenvolvimento africano, pelo que reiterou o apelo para se valorizar à importância do papel da UA.

Já o reitor da Universidade Kimpa-Vita, João Francisco Gaspar, recordou que o conceito de “Cultura da Paz” foi definido, pela primeira vez em África, no Congresso Internacional Sobre a Paz nas Mentes dos Homens”, organizado pela UNESCO, em Yamoussukro, na Costa de Marfim, em 1989.

Segundo a concepção da ONU, referiu, “uma cultura de paz assenta em valores, atitudes e componentes que reflectem e inspiram a interação e partilha social, baseada nos princípios de liberdade, justiça e democracia, todos direitos humanos, tolerância e solidariedade”, adiantou.

O reitor defende que o referido evento contribui directamente para a  implementação das acções de desenvolvimento sustentável, bem como na estratégia operacional da UNESCO para a prioridade de África, visando fornecer respostas nas mudanças que afectam as economias africanas.

Na dissertação do tema “Refugiados, retornados e deslocados internos em África”, o bispo emérito do Uíge, Francisco da Mata Mourisca, reafirmou que para se evitar a desunião no continente, a sociedade deve promover, cada vez mais, hábitos de cultura da paz, pois, “aonde falta a paz e justiça, também está ausente o Reino de Deus, porque a guerra é obra de injustiça”, sustentou.

Promovido pela Universidade Kimpa-Vita, o acto teve três painéis, como o Fórum de Ideias da Juventude, Universidade e Comunidades, com a participação de docentes, estudantes, políticos e governantes locais.

A prevenção de conflitos em torno dos recursos naturais transfronteiriços, africanidade global, criatividade e empreendedorismo, juventude, paz e segurança, desafios dos jovens africanos e seus desejos actuais, entre outros temas, foram abordados no encontro.

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