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14 Janeiro de 2020 | 13h41 - Actualizado em 14 Janeiro de 2020 | 13h44

Angola assinala Dia Nacional dos Antigos Combatentes

Luanda - O 15 de Janeiro, dia Nacional dos Antigos Combatentes e Veteranos da Pátria, é celebrado nesta quarta-feira, exortando-se a valorização de todos cidadãos que deram o melhor de si para a liberdade de Angola, independentemente da sua filiação partidária.

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Bandeira Monumento, um dos poucos símbolos da luta pela independência em Angola

Foto: Miudo

Sem paternidade político-partidária, o 15 de Janeiro foi instituído com vista a formalização do reconhecimento do país a todos aqueles que dedicaram parte da sua vida à luta pela liberdade do povo angolano.

No entanto, ao longo desses anos, em virtude do oportunismo, desorganização e falta de recursos tecnológicos para o cadastramento, um elevado número de pessoas fez-se passar por antigo combate,

Esses indivíduos, em nenhum momento realizaram acções activas contra o colonialismo, quer com armas quer na clandestina, ou mesmo detidos por suposta participação na causa da independência.

Devido à pressão à tesouraria e ao facto de puder estar a pagar quem não merecesse, o executivo angolano primou, a partir de Agosto do ano passado, pelo recadastramento destas pessoas que lutaram pela soberania angolana.

Este processo, que ainda decorre, visa identificar os verdadeiros antigos combatentes e veteranos da pátria a fim de se aumentar a pensão de sangue, actualmente avaliada em 23 mil Kwanzas (insignificante) e melhorar-se o atendimento de outras necessidades básicas.   

Até Agosto de 2019, o organismo de tutela tinha no seu registo 174 mil e 837 beneficiados, dos quais 158 mil 279 pensionistas com subsídios via banco e nove mil 229 não.

Considera-se antigo combatente, todo cidadão que participou na luta anti-colonial até 11 de Novembro de 1975, que culminou com a independência de Angola.

Os benefícios para os antigos combates extrapolam o financeiro, abrangendo Protecção do Ensino aos seus filhos.

Até o ano lectivo transacto, pelo menos sete mil filhos de antigos combatentes e deficientes de guerra e órfãos de combatentes estavam enquadrados em estabelecimento de ensino geral, médio e superior. Alguns inseridos no Sistema de Bolsas de Estudo Internas.

De acordo com analistas, apesar de aqueles que se bateram por uma Angola descolonizada precisarem de uma data que reconheça e homenageie os seus feitos, há necessidade de outras acções para sua dignificação social.

Urge, por isso, que se dê aos antigos combatentes as benesses à altura do seu sacrifício e com isto se prove que a sua entrega pela pátria não foi debalde.

Pelo facto de na sua maioria serem septuagenários ou octogenários, as futuras benesses dos antigos combatentes devem ser direccionados aos seus filhos.  

Para continuar a honrar os feitos e memória daqueles que fazem parte hoje dos Antigos Combatentes, deve haver transmissão de informação didáctica e pedagógica, sobretudo às gerações mais novas, sem noção do heroísmo destes angolanos, entre conhecidos e anónimos.


 

Criação da data

Na definição da data comemorativa do Antigo Combatente teve-se em conta a relevância político-histórica, envolvendo os três movimentos de libertação nacional, para que os cidadãos pudessem rever-se, independentemente da filiação política, partidária ou convicção ideológica.

A data foi instituída e aprovada pela Assembleia Nacional, durante a sua primeira sessão plenária extraordinária de 2011 para honrar o Acordo de Alvor de 1974, rubricado pela administração colonial portuguesa e os três movimentos de libertação nacional (MPLA, UNITA e FNLA).

Com 170 votos a favor, 21 contra e duas abstenções, a Assembleia Nacional institucionalizou o 15 de Janeiro como data de celebração nacional, cabendo às instituições afins prestar toda dignidade que a efeméride merece.

Assuntos Efeméride  

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