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23 Janeiro de 2020 | 21h10 - Actualizado em 24 Janeiro de 2020 | 07h50

Imprensa italiana destaca "Luanda Leaks"

Roma - O caso "Luanda Leaks", revelado nos últimos dias pelo Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (CIJI), continua a fazer eco em diversos órgãos de comunicação social da Itália.

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Vista de uma artéria da cidade de Roma, Itália (arquivo)

Foto: Manuel Zamba

Nesta quinta-feira, os media referiram-se à formalização da acusação contra a empresária Isabel dos Santos por alegada má gestão e desvio de fundos, durante a sua passagem pela petrolífera estatal Sonangol.

A Agenzia Nova publica hoje uma notícia intitulada “Angola: escândalo de corrupção, Isabel dos Santos formalmente acusada de desfalque”, retomando as informações do Consórcio sobre o império construído por Isabel dos Santos com suposto dinheiros públicos.

Na mesma senda, a RAI News 24, canal da televisão pública italiana, refere hoje num dos seus blocos noticiosos: “Isabel dos Santos, a mulher mais rica de África, indiciada por lavagem de dinheiro”.

Segundo a estação televisiva, a acusação foi anunciada pelo Procurador-Geral da República, Hélder Pitta Groz, e indicia também o ex-director financeiro da Sonangol, Sarju Raikundalia, Mário Leite da Silva, alto dirigente do Banco de Fomento Angola (BFA), e Paula Oliveira, amiga da bilionária e directora do banco Eurobic.

“A acusação contra a mulher mais rica de África refere-se ao período de 18 meses em que ela (Isabel dos Santos) dirigiu a Sonangol, uma empresa estatal de petróleo”, observa ainda a RAI News.

O canal TGCOM, pertencente ao grupo Mediaset, propriedade do ex-primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi e o segundo maior grupo privado de TV da Europa, refere-se a informação com o título “Isabel dos Santos, a mulher mais rica de África, é acusada de se enriquecer a custa do sofrimento da população angolana”.

Acrescenta que “Com uma riqueza de mais de dois biliões de dólares, Isabel dos Santos teria acumulado a sua fortuna explorando a riqueza e o povo do seu país, Angola, e usando a arma da corrupção”.

A notícia foi também destaque na revista semanal L’Espresso, que é parceira em Itália do CIJI.

“Assim, a filha do ex-presidente de Angola ganhou biliões, saqueando o seu país”. “As jóias De Grisogono. Telefonia Unitel. Gás e petróleo com a ENI. E depois a TV, supermercados, vilas e contratos públicos”, descreve.

Com conteúdo similar, a matéria é também retomada na página online do La Repubblica, o segundo maior diário italiano.

Já o quotidiano Corriere della Sera, o jornal com maior tiragem e mais lido, citando a BBC escreve na sua edição online: “Novas evidências crucificam a filha do ex-presidente do país africano acusada de roubar dois bilhões de dólares”.

Por sua vez, citando o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação, o Il Manifesto, um diário de esquerda, intitula a matéria “Angola Leaks, Isabel dos Santos rejeita as acusações e não descarta candidatar-se” e como subtítulo escreve “Dupla investigação. A filha do ex-presidente de Angola teria acumulado enorme fortuna em contas offshore”.

Il Post, um quotidiano online italiano de notícias comentadas, com cerca 375 mil visitas por dia, diz que “A mulher mais rica de África está com problemas. Refere ainda que “A disseminação de grandes quantidades de documentos confidenciais gerou grandes suspeitas sobre a legalidade do património de Isabel dos Santos, filha do ex-presidente de Angola”.

Na matéria, Il Post - que recorre ao The New York Times e a BBC - diz que “Isabel dos Santos tem uma fortuna de mais de dois biliões de dólares, segundo a Forbes, e possui propriedades imobiliárias de luxo em todo o mundo. Mas, acima de tudo, lidera um conglomerado com interesses em muitos sectores e que, de acordo com documentos lidos pela media internacional, foram adquiridos ao longo dos anos, graças a operações opacas possibilitadas pela proximidade a presidência angolana”.

Na República de Malta, o “Luanda Leaks” foi referenciado nos diários Times of Malta e The Independent of Malta.

Assuntos Política  

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