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20 Janeiro de 2020 | 07h43 - Actualizado em 20 Janeiro de 2020 | 10h46

Reino Unido: Londres pronta para Cimeira

Londres (Do enviado especial) - Cosmopolita, global e sempre de "braços abertos", a cidade de Londres está pronta para acolher, nesta segunda-feira, a Cimeira de Investimento Reino Unido - África, convocada pelo primeiro-ministro Boris Johnson.

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A poucas horas do começo da Cúpula, que "atraiu" vários líderes e homens de negócio de África, a conhecida cidade das cabines telefónicas, autocarros vermelhos de dois andares e do céu nublado já "fervilha" com esse importante evento político e económico.

Nos últimos três dias, foi frenético o movimento nos aeroportos de Londres e nas ruas desta metrópole europeia, que se prepara para, a partir de hoje, marcar passos sólidos com África e iniciar novas parcerias num contexto pós-Brexit (fora da União Europeia).

Pelas ruas de Londres, já se nota o reforço do policiamento, num dia em que se aguarda, com expectativa, pelo anúncio das novas medidas económicas e diplomáticas do Reino Unido, viradas para o continente africano, onde o país quer reforçar os investimentos.

Apesar da magnitude da Cúpula, em Londres o comércio e os serviços de transportes continuam a funcionar normalmente. A procura por serviços de hotéis e similares aumentou nos últimos dias, com a chegada das delegações convidadas.

Segundo a organização da Cimeira, vários líderes e homens de negócio de África já estão em Londres para tomar parte da Cúpula, para qual foram convidados distintos Chefes de Estado, entre os quais o de Moçambique, Filipe Nyusi, e da África do Sul, Cyril Ramaphosa.

Foram ainda convidados, entre outros, o Presidente do Egipto, Abdel Fattah el-Sisi; do Malawi, Peter Mutharika; da Nigéria, Muhammadu Buhari; do Ghana, Nana Akufo-Addo, além do primeiro-ministro das Ilhas Maurícias, Pravind Jugnauth.

A delegação de Angola é encabeçada pelo ministro de Estado e da Coordenação Económica, Manuel Nunes Júnior, em representação do Presidente João Lourenço.

Segundo a organização, a Cimeira reunirá representantes de 21 países africanos e de empresas britânicas e africanas, sendo a primeira vez que governos e empresas do Reino Unido e de África se reúnem para um evento dessa escala.

Há, entre os participantes, a expectativa de que ofertas no valor de biliões de libras sejam anunciadas na Cúpula, o que impulsionará empregos e crescimento do Reino Unido e de África, beneficiando empresas britânicas, empresas familiares grandes e multinacionais.

Todos os novos investimentos reflectirão sobre o compromisso do primeiro-ministro Boris Johnson de construir relacionamentos sustentáveis e de longo-prazo em África.

Para tal, conforme a organização, o primeiro-ministro usará o seu discurso de abertura para ilustrar essa parceria moderna com exemplos de empresas do Reino Unido, como a Low Energy Designs, com sede em Dorset, que está a instalar iluminação pública inteligente na Nigéria.

A organização refere que Johnson deve falar, igualmente, sobre a empresa irlandesa do Norte Lagan, que ganhou o contrato para construir um parque de negócios no Uganda e Diageo, que estão a investir 167 milhões de Libras para construir cervejarias de última geração e ambientalmente amigáveis no Quénia e na África Oriental.

Na cúpula, cita ainda a organização, Johnson anunciará o fim do apoio do Reino Unido à mineração de carvão térmico ou usinas de carvão no exterior, encerrando a Assistência Oficial ao Desenvolvimento directo, o investimento e o crédito à exportação.

Este anúncio faz parte do compromisso mais amplo do Reino Unido de usar os seus conhecimentos e experiência para ajudar África a passar dos combustíveis fósseis para formas renováveis e sustentáveis de energia limpa. 

Em 2019, o Reino Unido registrou um recorde de 83 dias sem gerar electricidade a partir do carvão.

O Reino Unido também foi a primeira grande economia a estabelecer uma meta juridicamente vinculativa para atingir zero emissões líquidas, até 2050, pelo que Glasgow sediará a Cúpula da ONU sobre Mudança Climática da COP, no final deste ano.

Nessa Cúpula, o primeiro-ministro Boris Johnson defenderá o Reino Unido como o "parceiro de investimento preferido" dos países africanos e mostrará a experiência do seu país e a sua realidade em termos de inovação tecnológica, crescimento limpo, infra-estruturas e finanças.

Dada a dimensão da Cimeira, o primeiro-ministro reunirá os 16 líderes africanos presentes na Cúpula, incluindo o Presidente Sisi, do Egipto, o Presidente Kenyatta, do Quénia, o Presidente Buhari, da Nigéria, o Presidente Akufo-Addo, do Ghana, e o Presidente Kagame, do Ruanda.

Do encontro devem tomar também parte os líderes empresariais africanos, incluindo o CEO do Standard Bank, Gert Vogel, e o CEO da Investec, Hendrik Du Toit. 

Estão, igualmente, previstos encontros com importantes líderes de negócios do Reino Unido, incluindo o CEO da Vodafone, Nick Read, o CEO da BP, Bernard Looney, o CEO da Standard Life, Aberdeen Keith Skeoch, o CEO G4S, Ashley Martin Almanza, o CEO da Associated British Foods, George Weston, e o CEO da London Stock Grupo de intercâmbio, David Schwimmer.

Segundo a organização, o primeiro-ministro também visitará o "Centro de negócios e inovação" da Cúpula, onde encontrará jovens empresários do Reino Unido e de África, e experimentará exemplos da sua tecnologia criativa que está a melhorar vidas em todo o mundo.

De acordo com o programa oficial, a Cúpula envolverá várias sessões, com palestrantes do governo e empresas do Reino Unido e de África. 

O secretário das Relações Exteriores, Dominic Raab, o secretário de Desenvolvimento, Alok Sharma, a secretária de Comércio, Elizabeth Truss, e a secretária de Negócios, Andrea Leadsom, também estarão a representar o Governo do Reino Unido.

Na noite desta segunda-feira, o primeiro-ministro, Chefes de Estado e de governo africanos, bem como vários líderes empresariais britânicos e africanos participarão de uma recepção no Palácio de Buckingham, organizada pelo duque de Cambridge.

Assuntos Angola   Investimentos  

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