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22 Fevereiro de 2020 | 14h18 - Actualizado em 26 Fevereiro de 2020 | 08h26

Angola diz basta à corrupção

Luanda - Várias marchas de repúdio às práticas de corrupção e impunidade, convocadas pelo MPLA, decorreram, neste sábado, em 17 das 18 províncias do país.

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Primeiro secretário provincial do MPLA, Sérgio Luther Rescova

País marcham contra Impunidade

Foto: Rosario dos Santos

As manifestações decorreram numa altura em que o Governo, suportado pelo MPLA, intensifica o combate contra os grupos de monopólios e contra os maus gestores da coisa pública, no cumprimento do seu programa eleitoral.

As marchas aconteceram nas províncias de Luanda, do Namibe, Zaire, Bié, de Benguela, da Lunda Sul, Huíla, do Moxico, Cuanza Norte, Bengo, Cuando Cubango, da Lunda Norte, de Malanje, Cunene, Cuanza Sul, Huambo e Uíge. Em Cabinda não houve.

Na capital do país, participaram do acto pelo menos três mil cidadãos, que partiram do Comité Provincial de Luanda do MPLA até ao Largo das Escolas, nas imediações da Praça da Independência, pronunciando mensagens de encorajamento ao Governo para prosseguir o combate contra as más práticas.

No final do acto, o primeiro secretário provincial do MPLA, Sérgio Luther Rescova, afirmou que a luta contra a corrupção é um compromisso que todos têm que assumir.

O político reiterou o apoia às medidas implementadas pelo Presidente da República, João Lourenço, desde que assumiu o poder a 26 de Setembro de 2017.

O combate à corrupção, à impunidade, ao peculato e ao branqueamento de capitais contam entre as principais acções do Governo, liderado pelo MPLA.

No quadro dessas medidas, conduzidas pelas autoridades judiciais, o país tem recuperado vários activos construídos com fundos públicos, que se encontravam sob gestão de entidades particulares, e melhorado a gestão da coisa pública.       

Nesse mesmo âmbito, as autoridades governativas e judiciais angolanas levam a cabo um árduo trabalho para acabar com os grupos de monopólios que obstaculizavam a livre concorrência e "minavam" o ambiente de negócios.

Para tal, o Governo lançou, desde 2017, mão a novas estratégias de combate a práticas nocivas que, por mais de 40 anos, aumentaram as desigualdades sociais.

Desde 2018, várias entidades que fizeram parte do Governo e gestores públicos têm sido investigados pela Procuradoria Geral da República (PGR), sendo que alguns destes já foram julgados e condenados.

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