Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Política

28 Fevereiro de 2020 | 07h59 - Actualizado em 28 Fevereiro de 2020 | 08h47

Polícia assinala 44 anos com alguns avanços tecnológicos

Luanda - A Polícia Nacional assinala, hoje (28), 44 anos de existência, meses depois de ver aprovada a sua Lei de Base que lhe dá melhor e maior campo de actuação.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Polícia Montada angolana

Foto: fotos João Gomes

Esta lei incorpora dois novos órgãos à polícia, nomeadamente a Direcção de Informações Policiais e a Direcção de Investigação de Ilícitos Penais.

De acordo com o diploma, compete ao primeiro planificar, pesquisar, recolher, centralizar, analisar e classificar as informações de interesse policial.

À Direcção de Investigação de Ilícitos Penais compete definir procedimentos, controlar e coordenar a actividade de investigação criminal e instruir processos-crime da competência da PN.

O diploma assegura juridicamente a actividade policial, pondo fim a actuação “às cegas como polícia de quata-quata” – de acordo com o que afirmou o comandante-geral da Polícia Nacional, Paulo de Almeida.

Em torno disto, outras medidas foram tomadas para melhorar a actividade policial. Inaugurou-se o Centro Integrado de Segurança Pública (CISP) que marca uma nova era de abordagem nas políticas de segurança interna em Angola.

Localizado na avenida Hochi Minh, em Luanda, o centro tem uma componente tecnológica que permite coordenar acções de prevenção e socorro com diferentes estruturas móveis e fixas.

Tendo em conta a sua complexidade, foi concebido inicialmente para as províncias com demografia superior a dois milhões de habitantes.

A nível da sua estrutura hierárquica está constituído por um centro nacional e centros provinciais. Os níveis de respostas são dados por unidades de base, nomeadamente polícia, bombeiros e serviços de emergência médica.

Na capital do país, o sistema tem 719 câmaras de segurança pública para seguimento de viaturas, reconhecimento facial, bem como gestão ou vigilância de infra-estruturas críticas.

O projecto vai contar com 18 centros provinciais e dois nacionais (Luanda e Benguela).

Em todas as capitais de província está concebido um centro, de acordo com a sua dimensão demográfica e indicadores criminais.

Todo este esforço visa reduzir a criminalidade e os acidentes de viação que provocam elevadas mortes e danos materiais.

A falta de iluminação, o mau estado das vias, bem como o desrespeito ao código de estrada são as principais causas dos acidentes de viação.

Para se inverter o actual quadro, é fundamental capacitar e alertar quem não conhece as regras de estrada, uma vez que os atropelamentos representam 40 por cento do número de mortes e feridos.

Criação de “nossa esquadra”

A PN pretende acabar com o actual modelo das esquadras, passando para o “nossa esquadra”, que visa dar mais satisfação às preocupações e respostas céleres aos cidadãos.

A partir do ano em curso, a corporação vai priorizar a formação e preparação de gestores especializados para as esquadras, começando com a transformação da actual Escola Nacional de Ordem Pública para Escolas Práticas.

No quadro do combate à criminalidade no país, há um défice para pôr cobro à situação, uma vez que o país possui apenas um polícia para dois mil habitantes.

Devido a isso, o comandante-geral da Policia Nacional reafirmou a intenção da criação de comunidade de vigilância nos bairros para ajudar o combate ao crime, contando com os órgãos de comunicação social.

Surgimento da Polícia Nacional
  
A história regista o 28 de Fevereiro como Dia da Polícia Nacional, por nesta data, mas em 1976, o primeiro Presidente de Angola, António Agostinho Neto, ter visitado a Escola de Polícia Mártires do Kapolo, em Luanda, onde presidiu à cerimónia de juramento de bandeira de 383 polícias, dos quais 102 do sexo feminino.
 
A Polícia Nacional tem origem na antiga Polícia de Segurança Pública (PSP), da administração colonial portuguesa, e que, com a independência da República de Angola, em 1975, foi reformulada, dando origem ao Corpo de Polícia Popular de Angola (CPPA).
 
Após reorganizações, resultado da integração dos diversos organismos policiais e não-policiais, o CPPA passou a denominar-se Corpo de Polícia de Angola (CPA) e Polícia Nacional (PN), em 1993, denominação que se mantém.
 
Compete à Polícia Nacional a manutenção da ordem e tranquilidade públicas, prevenrnção da delinquência, combate à criminalidade, a investigação de crimes e dos seus autores, instrução preparatória de processos, defesa da legalidade democrática e da propriedade privada, colectiva e estatal e participar na elaboração e materialização da política de Defesa Nacional.
 
A Polícia Nacional é chefiada por um comandante-geral, com os órgãos centrais do Comando Geral, Comandos provinciais, Distritais, Esquadras, Postos policiais, Destacamentos Policiais, repartidos em áreas operacionais (Ordem Pública e de Intervenção), correspondendo a Comandos e Direcções Nacionais.
 
Os Comandos são da Polícia de Intervenção Rápida, da Brigada Especial de Trânsito, da Polícia Fiscal, Unidade de Protecção de Individualidades Protocolares, da Polícia de Protecção de Fronteira, da Esquadra de Helicópteros, da Unidade de Protecção Diplomática e da Unidade de Objectivos Estratégicos.
 
Os comandos provinciais são responsáveis pela direcção, coordenação e fiscalização dos órgãos e serviços da Polícia Nacional nessas circunscrições.
 
Como fontes de recrutamento da Polícia Nacional constam as forças Armadas Angolanas (FAA) e sociedade civil, especialmente cidadãos com idade de cumprimento de serviço militar obrigatório, tendo em conta a complexidade de tarefas da corporação.

Assuntos Polícia  

Leia também
  • 12/01/2020 08:59:23

    Agente da polícia morto a catanada no Bocoio

    Lobito - O agente da polícia Francisco Cavondola foi assassinado a catanada na sexta-feira última, no município do Bocoio, província de Benguela, durante uma operação na via pública, apurou hoje a Angop.

  • 28/12/2019 11:16:03

    Resenha: Mensagem de ano novo é destaque da semana

    Luanda - A mensagem de ano novo endereçada ao país pelo Presidente da República, João Lourenço, constitui o destaque do noticiário de carácter político produzido pela Angop nos últimos sete dias.

  • 26/12/2019 20:45:28

    Cidadãos chineses detidos por falsificação de dinheiro

    Luanda - O Serviço de Investigação Criminal (SIC) desmantelou, nesta quinta-feira, no município de Viana, em Luanda, uma rede de cidadãos de nacionalidade chinesa que se dedicava a falsificação de moeda nacional.