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30 Junho de 2020 | 12h56 - Actualizado em 30 Junho de 2020 | 12h57

MPLA prioriza economia em tempo de Covid-19

Luanda - O Presidente do MPLA, João Lourenço, afirmou esta terça-feira, em Luanda, que apesar do actual contexto da pandemia da Covid-19 a economia angolana continua a ser prioridade do Governo sustentado pelo seu partido.

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Pormenor da II Reunião Ordinária do Bureau político do MPLA

Foto: Pedro Parente

Presidente do MPLA, João Lourenço, preside II Reunião Ordinária do Bureau político

Foto: Pedro Parente

Ao discursar na Segunda Reunião Ordinária do Bureau Político do MPLA, o também Presidente da República de Angola disse ser necessário aumentar a produção local de bens e serviços, as exportações e, consequentemente, a oferta de postos de trabalho.

"Esta foi sempre e contínua a ser a prioridade do Executivo, não obstante os constragimentos existentes com o grande endividamento público, na sequência das linhas de financiamento de que o país beneficiou, no passado recente, para a recuparação das suas infra-estruturas", observou.

Sublinhou que, mesmo com a fraca capacidade para a geração de cambiais, muito vem sendo feito para a criação de um ambiente mais favorável ao investimento privado, onde, entre outras medidas, se enquadra o combate à impunidade e à corrupção, cujas acções devem ocorrer em paralelo.

Combate à corrupção

O líder do MPLA ressaltou que, em matéria de combate à corrupção, embora pareça pouco, foi feito, em dois anos, muito mais do que alguma vez se fez em 43 dos 45 anos da Independência Nacional.

"O combate à corrupção saiu do mero discurso dos políticos para algo de concreto visível aos olhos do cidadão, que se tornou parte da solução com denúncias de factos que, uma vez comprovados, podem levar à condenação dos seus autores", vincou.

João Lourenço observou que o partido que sustenta o Governo, o Ministério Público e os tribunais do país passaram a lidar com um tipo de crime que, não sendo novo, simplismente não chegava a eles, "como se ao longo dos anos não tivessem sido praticados ou cometidos".

Indicou que, com todo o árduo trabalho até aqui realizado, "ainda há quem, por ingenuidade ou má fé, considere que um fenómeno enraizado ao longo dos anos na nossa sociedade, em pouco mais de dois anos já devia estar definitivamente sanado com resultados mais visíveis".

Segundo o líder partidário, alguns consideram bons resultados apenas o maior ou o menor número de pessoas arroladas, detidas ou condenadas ou ainda que o Estado já devia ter recuperado todos os activos.

"O que a todos os títulos não é realista, uma vez que o dinheiro criou em alguns a ilusão e a falsa sensação de impunidade, não fazendo voluntariamente a devolução dos activos que ao povo angolano e ao Estado pertencem", vincou, ressaltando que não resta outra escolha senão alcançar esse objectivo pelos meios legais, incluindo a cooperação judiciária internacional.

De acordo com João Lourenço, há vozes que se levantam no sentido de que a luta contra a corrupção está a ser mal gerida, "que a melhor saída seria organizar-se um debate no seio do MPLA para se resolver o problema entre nós, como se diz na gíria ‘etu mu dietu’, com palmadinhas nas costas".

Enfatizou que a luta contra a corrupção não é só um problema do MPLA, mas também dos angolanos, da sociedade angolana no seu todo, frisando que "nenhuma força política pode se arrogar ao direito de a monopolizar, sob pena de ser entendido como uma tentativa de branqueamento dos seus".

A seu ver, o debate sobre as grandes questões nacionais é sempre bem vindo, desde que não se circunscreva a um único partido político e que, no caso vertente da luta contra a corrupção, não leve o poder político a interferir na Justiça, colocando em causa a independência dos tribunais

"Depois dos ganhos obtidos pelo país em termos de reputação, o MPLA está proibido de passar mensagens erradas e desencorajadoras à sociedade, aos tribunais, aos investidores e à comunidade internacional", exprimiu João Lourenço, que destacou a existência de uma maior abertura democrática no país, liberdade de expressão e de imprensa e independência dos órgãos de Justiça.

União no combate à Covid-19

O Presidente do MPLA reconheceu que, para enfrentar e vencer a Covid-19, o Executivo conta com o apoio da sociedade civil, que se auto-organizou e mobilizou esforços que convergem na recolha e distribuição de bens de primeira necessidade para aqueles que, por força do Estado de Emergência ou da Situação de Calamidade, viram reduzir consideravelmente o seu poder aquisitivo ou a sua mobilidade.

Lembrou que o Governo não deixou de olhar para a necessidade de atender também outras conhecidas patologias, como a malária, as doenças respiratórias agudas, doenças diarreicas agudas, a tuberculose e outras responsáveis por muitas mortes, sobretudo de crianças.

Igresso na função pública

O líder do MPLA frisou que, mesmo em situação de crise económica, que se arrasta desde 2016, nunca o país admitiu tantos médicos, enfermeiros e técnicos como agora, desde que em 2018 decidiu voltar a abrir os concursos de avaliação e ingresso de quadros para a educação e a saúde, depois de anos sem o fazer.

“Comprenderão que o ingresso não deve ser automático, não apenas porque cada ano o Executivo tem de prover os recursos para suportar as despesas com os novos funcionários, como também para garantir que exista um mínimo de qualificação académica e competência da parte daqueles em cujas mãos colocamos a saúde e a vida dos nossos cidadãos", elucidou.

A Segunda Reunião Ordinária do Bureau Político do MPLA, que decorre no Complexo do Futungo II, a sul de Luanda, está focada na situação política, económica e social do país, bem como nas questões que se prendem com a vida interna do partido.

Assuntos MPLA  

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