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16 Outubro de 2020 | 21h34 - Actualizado em 21 Outubro de 2020 | 09h49

Lunda Sul melhora assistência sanitária

Saurimo - A província da Lunda Sul poderá ver melhorada, a partir deste sábado (17), a sua capacidade de atendimento médico, com a abertura de duas novas unidades hospitalares, a serem inauguradas nesse dia pelo Presidente da República, João Lourenço.

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Lunda Sul: Vista parcial da cidade de Saurimo

Foto: Francisco Miúdo

Trata-se do Hospital Geral da Lunda Sul e da maternidade provincial, infra-estruturas localizadas nos bairros de Candembe e Txizainga II, respectivamente, com capacidade para 300 camas, 150 cada uma.

Para inaugurar os hospitais, o Chefe de Estado angolano desloca-se sábado de manhã à cidade de Saurimo, capital da província da Lunda Sul (Leste de Angola), para uma curta visita de trabalho.

As duas unidades hospitalares, Construídas numa área de 45 mil 80 metros quadrados, no âmbito de um financiamento chinês, cada unidade orçou em 34 milhões de dólares americanos.

As infra-estruturas, cujas obras iniciaram em 2012, ficaram paralisadas durante três anos, por várias razões, tendo retomado em 2018 e sido concluídas dois anos depois.

As duas unidades, que contam com equipamentos de última geração, comportam serviços de telemedicina e blocos operatórios com capacidade para realizar três cirurgias em simultâneo.

Na maternidade, por exemplo, 54 camas serão para a área de obstetrícia e igual número para ginecologia, enquanto outras sete serão para cuidados intensivos. As restantes salas vão servir para assegurar outros serviços.

Esta unidade vai oferecer novos serviços, como laboratório, hemoterapia, mamografia, ultra-sonografia, ecografia, Raio-X, cardiologia e neonatologia, que não são prestados na actual maternidade.

A área de neonatologia tem 10 berçários, 12 incubadoras e seis berços de aquecimentos para prestar assistência aos bebés que nascerem deprimidos, com hepatites, cianoses e outras patologias.

O Hospital Geral da Lunda Sul, por sua vez, tem igual número de leitos de internamento, dispondo de serviços de estomatologia, maternidade, pediatria, esterilização, fisioterapia, farmácia interna, oftamologia, TAC, ecografias, Raio-X, hemoterapia e electrocardiograma.

De modo a propiciar bom funcionamento aos hospitais, o Ministério da Saúde financiou a construção de uma fábrica de oxigénio, localizada no recinto da nova maternidade, com capacidade de enchimento de várias garrafas de 50 quilos/dia.

Com este investimento, as autoridades procuram evitar a procura dos serviços fora da província.

Segundo o director do Gabinete Provincial da Saúde na Lunda Sul, Viegas de Almeida, a entrada em funcionamento dessas unidades hospitalares constitui um grande ganho para o sector na região.

Em declarações à ANGOP, reconheceu que os blocos operatórios vêm responder às dificuldades que as unidades sanitárias enfrentavam, uma vez que a província dispunha apenas de um.

Admitiu que os serviços que as mesmas vão oferecer vão evitar a transferência de pacientes para Luanda ou outras províncias, em busca de melhor assistência sanitária.

Conforme a fonte, com essas condições, os técnicos de saúde da Lunda Sul estarão melhor servidos para prestar serviços humanizados aos pacientes.

Recursos Humanos

Quanto aos recursos humanos, fez saber que cada uma delas necessita de 200 técnicos, entre médicos, técnicos de diagnóstico e terapêutica, enfermeiros licenciados e médios.

A província foi reforçada, recentemente, com 67 técnicos, entre os quais 37 médicos internos gerais e o restante enfermeiros licenciados e técnicos de diagnóstico e terapêutica, mas carece de 45 especialistas.

Numa primeira fase, para assegurar a assistência nas referidas unidades, necessita-se de 20 peritos, entre ortopedistas, cirurgiões, cardiologistas, otorrinolaringologista, hematologista, dermatologistas, oftalmologista, neurologista, pediatras, anestesistas, gino-obstreta e ortopedista, disse a fonte.

Por sua vez, o director da maternidade provincial, António Nambizi, frisou que a entrada em funcionamento da nova unidade sanitária vem ajudar a solucionar as dificuldades que enfrentavam, desde a falta de leitos, laboratório, bloco operatório e áreas de neonatologia, imagiologia e outras.

Lembrou que a antiga maternidade funcionava numa infra-estrutura acoplada ao Hospital Geral da Lunda Sul, com apenas sete salas, sendo cinco de internamento, com quatro camas cada, uma de parto e igual número para o banco de urgência, sem as condições necessárias para assistir os pacientes.

Por falta de espaço, disse, eram obrigados a colocar duas pacientes pré e pós-parto na mesma cama, sob risco de cada uma delas infectar a outra, o que obrigava a altas médicas antes do tempo.

Disse que a falta de serviços de imagiologia na maternidade, para a realização de exames de ecografias importantes para a área de obstetrícia, forçava os utentes a acorrer a outras unidades hospitalares.

Acrescentou que o único bloco operatório era partilhado com as outras áreas do hospital geral (ortopedia e cirurgias).

"Quando estivesse ocupado, tinha que aguardar o término da operação, para posterior levar a paciente da maternidade", ressaltou.

A antiga maternidade, apesar do exíguo espaço, realizava diariamente cinco cirurgias e atendia 30 a 50 pacientes em 24 horas, era garantida por nove médicos, dos quais seis pediatras, os  restantes eram médicos internos gerais e 73 enfermeiros.

Por seu turno, o director do Hospital Geral da Lunda Sul, Isaac Txoso, afirmou que a província ganha uma unidade de referência com muitas valências, que, de certa forma, vai dar novo impulso à assistência médica e medicamentosa das populações.

Recordou que a antiga unidade funcionava numa infra-estrutura antiquada, com apenas 60 camas, sem condições necessárias e com poucos serviços.

Prometeu primar cada vez mais por um serviço humanizado, atendendo às condições disponibilizadas na unidade, tendo apelado à colaboração da população.

Segundo o responsável, tendo em conta as valências que oferece, o Ministério da Saúde prevê transformar a unidade em “Hospital/Escola”, a fim de formar especialistas, sobretudo nas áreas prioritárias.

Adiantou que o hospital oferece serviços nunca tidos no sector na província, sobretudo a de fisioterapia e reabilitação, com equipamentos de ponta, bem como banco de urgência com cuidados intensivos.

Salientou que o hospital dispõe também de uma área de maternidade, com salas de pré e pós-parto, meios de diagnóstico para prever o sofrimento fetal no ventre da mãe, além de uma hemoterapia com meios capazes de fazer todo o tipo de exames de sangue que garantam uma hemotransfusão segura.

Munícipes saúdam Executivo

A propósito das duas inaugurações, a munícipe Cláudia Chequeleno disse estar expectante com os serviços que as unidades irão fornecer.

Acredita que, com essas duas unidades hospitalares deixarão de ir a Luanda ou a outras províncias com o propósito de realizar consultas de especialidade.

Por sua vez, Lurdes Casseque afirma estar alegre com a nova maternidade de referência, sublinhando que trará novo alento às mulheres que acorrerem aos serviços para dar à luz.

A província da Lunda Sul conta com um total de 103 unidades sanitárias, entre hospitais, centros e postos de saúde, e 80 médicos (quatro expatriados), 874 enfermeiros e 138 técnicos de diagnóstico terapêutica.

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