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07 Janeiro de 2015 | 10h25 - Actualizado em 09 Dezembro de 2015 | 11h27

Clínica Santo António: Reprodução assistida já disponível no país

Luanda - A Clínica Santo António, no mercado há 13 anos, com atendimento de saúde reprodutiva desde 2008, está a implementar, desde Outubro de 2014, o serviço de reprodução assistida a casais com problemas de infertilidade.

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Foto: Lino Guimarães

A reprodução assistida consiste na fertilização “in vitro”, conhecida também como “bebé-proveta”, tem a ver com a união do espermatozóide com o óvulo em laboratório, formando um ou mais pré-embriões, que, posteriormente, são transferidos para o útero feminino.

A inseminação ultra-uterina, ou artificial, que também faz parte deste novo serviço, está indicada nos casos em que a mulher tem problemas para ovular, quando o colo uterino impede a passagem dos espermatozóides em caso de alterações leves do sémen.

Até ao momento, os casais angolanos com problemas de infertilidade, que necessitam de tratamento de reprodução assistida, são obrigados a gastar avultadas somas no exterior do país, nomeadamente no Brasil, África do Sul, Portugal e Espanha.

O surgimento desses serviços em Angola acaba com os constrangimentos que passavam os casais que se deslocavam ao estrangeiro, desde o alojamento, a língua, a aquisição de vistos e a ausência temporária do local de serviço, bem como problemas psicológicos por causa da pressão a que são submetidos.

Com a abertura destes serviços na Clínica Santo António, que teve início em 31 de Outubro, com palestras, onde os casais são informados sobre o procedimento do tratamento, ficam solucionados todos os constrangimentos.

A reprodução assistida, prática usada em muitos países e que agora também chega a Angola, veio dar alegria a muitos casais, que, por variados motivos, se viam impossibilitados de procriar, ou de fazer jus ao que a Bíblia diz no livro de Gênesis: “Ide, multiplicai-vos e enchei a Terra!”.

O médico-especialista em saúde reprodutiva, de nacionalidade brasileira, Cristiano Eduardo Busso, disse que desde a abertura da Clínica, foram realizadas seis palestras sobre reprodução assistida, onde participaram 400 pessoas, na sua maioria casais que vivem o trauma da infertilidade.

“O tratamento de reprodução assistida visa ajudar a materialização do desejo dos casais inférteis em procriar, de forma que se possa promover cada vez mais o equilíbrio psicológico, social e económico no seio das famílias angolanas", frisou.

O médico definiu a infertilidade conjugal como a ausência de gravidez após 12 meses de relações sexuais regulares e sem o uso de métodos anticoncepcionais.

Segundo Cristiano Busso, após um ano sem conseguir engravidar, o casal deve procurar assistência médica para uma avaliação adequada e assim ser tratado. Quando a mulher tem 35 ou mais anos de idade deve procurar ajuda após seis meses de tentativa.

Em Angola, mais de um milhão de habitantes necessita de tratamento contra a infertilidade, o que se pode considerar um problema de saúde pública, tal como em outras regiões africanas, onde 30 porcento de casais padece do mesmo problema.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) considera a infertilidade um problema de saúde pública, porque abrange uma faixa considerável de pessoas no mundo.

Acrescentou que a principal causa da infertilidade nas mulheres está ligada à obstrução das trompas, onde o óvulo se encontra com o espermatozóide, enquanto para os homens as altas temperaturas podem reduzir a produção de espermatozóides.

Assegurou também a existência da infertilidade secundária, que é aquela em que tanto o homem como a mulher deixam de fazer filhos, por causas como infecções urinárias, excesso de consumo de álcool, café, tabaco e anabolizantes, por serem substâncias que interferem na produção do espermatozóide.

Por seu turno, o presidente do Conselho de Administração da Clínica, Francisco Cristóvão, afirmou que “a Bíblia ensina que há dons e há o dom da ciência, que estamos a usar para dar felicidade e alegria aos casais com dificuldades, através da reprodução assistida, pois se não fosse da vontade de Deus a técnica não estaria firme”, desmistificando tabus à volta deste processo.

Francisco Cristóvão disse ser uma mais valia para o país, a nível internacional, porque vai constar da lista de países africanos com serviços de reprodução assistida, à semelhança da África do Sul, com possibilidades de favorecer pessoas de países vizinhos.

Para ele, a implementação deste projecto no país vai ajudar a aumentar o seu crescimento demográfico e, consequentemente, o desenvolvimento de Angola.

Com perspectivas de expansão dos serviços em todo o país, sublinhou que numa primeira fase, os casais das outras províncias devem deslocar-se a Luanda para beneficiarem dos serviços.

Acrescentou que o quadro do pessoal inicial, de 60 pessoas, é composto por médicos angolanos e brasileiros de medicina reprodutiva, enfermeiros, anestesistas, neurologistas e psicólogos.

A clínica estará aberta todos os dias úteis, numa primeira fase, de segunda a sábado mas, por ser uma clínica específica, não realiza internamentos.

Para dar respostas satisfatórias aos casais que padecem de problemas de infertilidade, foi construído um edifício com dois pisos, composto por um laboratório de fertilização “In vitro”, que funciona como o “Útero de uma mulher”, onde é injectado o espermatozóide no óvulo retirado da paciente e colocado na incubadora durante três dias, para depois ser introduzido no útero da paciente.

Situado no município de Belas, na via expressa, na rua paralela ao mercado do Kifica, o edifício comporta ainda um laboratório de análises clínicas, três consultórios, sala de crio-preservação de embriões com 10 incubadoras, cuja capacidade de armazenamento varia entre 2000 a 2500 ciclos.

Possui ainda sala de colheita de esperma, três salas de repouso após transferência dos embriões no útero da futura mãe, sala de reuniões e outra para palestras, bem como uma estação de tratamento de água, área de prevenção de incêndios e um grupo de geradores de energia eléctrica.

A clínica possui ainda salas para a realização de cirurgias por indução e tratamento de baixa complexidade, como a inseminação intra-uterina, indução da ovulação e coito programado, todas equipadas com um sistema a gás, a 37 graus centígrados (temperatura normal do corpo humano) e codificadas de forma a evitar a poluição do ambiente e limitar o acesso a pessoas não autorizadas.

O edifício, equipado com tecnologia moderna, ficou orçado em mais de 600 milhões de Kwanzas.


Para a adesão ao tratamento, os interessados devem marcar as consultas de forma presencial ou através do terminal telefónico 914557999 ou ainda pelo correio electrónico santoantonio@yahoo.com.br

Clínica Santo Antonio

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