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30 Julho de 2015 | 06h18 - Actualizado em 30 Julho de 2015 | 13h19

Cuanza Norte: Segunda central da barragem de Cambambe arranca em Junho de 2016

Dondo - O director de contratos da construtora brasileira Odebrecht, Gustavo Belitardo, anunciou hoje, na vila de Cambambe, o arranque, para Junho de 2016, da primeira unidade de produção de energia da segunda central da barragem hidroelétrica de Cambambe (denominada Cambambe II), sobre o Rio Kwanza, província do Cuanza Norte.

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Betonagem da caixa aspiral da primeira turbina da central dois da barragem de Cambambe

Foto: Moisés Francisco

O director de contratos da construtora brasileira Odebrecht, Gustavo Belitardo, durante a visita de estudantes finalistas dos cursos de engenharia civil e elecromecanica

Foto: Moisés Francisco

Barragem de Cambambe no Cuanza Norte

Foto: Pedro Parente

Gustavo Belitardo fez tal anúncio durante a visita de um grupo de 40 estudantes finalistas dos cursos de engenharia civil e mecânica de quatro universidades do país às obras de modernização e ampliação do Aproveitamento Hidroélectrico de Cambambe, esclarecendo que se encontra a um nível de 72 porcento de execução física.

Adiantou que as obras estão subdivididas em três fases: A primeira centrada na reabilitação e modernização da antiga central, a segunda na construção da segunda central e a terceira que compreende a construção de três novas subestações, estão orçadas em cerca de dois mil milhões de dólares norte americanos.

Acrescentou que mais da metade do orçamento foi já consumido, permitindo a conclusão dos trabalhos de modernização da central número um e a aquisição de grande parte dos equipamentos da central dois.

Explicou que a reabilitação da central número um, que teve início em Março de 2009, consistiu na instalação de quatro grupos geradores modernos  de 65 megawotts (MW) cada, em substituição dos quatro anterior de 45 MW cada, o que vai permitir elevar a capacidade instalada de 180 para 260 MW.

Já as obras de ampliação da barragem, iniciadas em 2013, contemplam o alteamento da queda, passando de 100 para 130 metros de altura, a construção de uma nova central com quatro grupos geradores de 175 MW cada, perfazendo uma capacidade total de 700 MW, que serão adicionados aos 260 MW da central número um, o que vai permitir a geração de 960 MW de energia, no seu conjunto, após a sua conclusão.

Explicou que a nova central está ser edificada num sistema duplo, sendo uma parte a céu aberto e outra subterrânea, tendo já sido adquirido grande parte do material a ser aplicado nas obras e que presentemente decorre, em simultâneo, as obras de construção civil com as de montagem dos equipamentos eletromecânicos, adquiridos maioritariamente da Alemanha, Brasil e Espanha, estando o início da montagem das turbinas previsto para Outubro do ao em curso.

O projecto, segundo disse, contempla também a construção de três novas subestações de transformação de energia, com capacidades 400, 220 e 60 kilovolts (KV), que irão suportar o sistema de conexão entre Cambambe um e dois, Capanda e futuramente com a barragem de Laúca, também em construção no mesmo curso.

Gustavo Belitardo acrescentou que, na parte da engenharia civil, as atenções estão direccionadas à construção da casa de força e o vão central da queda de água, que no final terá uma capacidade incrementada de nove mil metros cúbico de água por segundo, uma vazão de 180 metros cúbicos e descarga forçada de 4. 500 metros cúbicos/segundo.

Frisou que o cumprimento do cronograma traçado, mesmo no actual contexto menos favorável da economia do país, está a ser facilitado pelo facto de o orçamento da empreitada ter sido calculado para longo prazo, daí o normal seguimento dos trabalhos, que poderão estar todos concluídos em 2017.

Durante a apresentação do projecto aos estudantes, o responsável sublinhou a importância deste investimento, tendo em conta que após a conclusão irá beneficiar perto de oito milhões de angolanos.

Quatro mil 772 trabalhadores, maioritariamente angolanos, asseguram os trabalhos realizados ininterruptamente, em três turnos diários.

Os visitantes são estudantes das universidades “Agostinho Neto”, “Jean Piaget”, “Metodista de Angola” e do Instituto Superior Politécnico Alvorence da Juventude (ISPAJ) que se inteiraram das tecnologias que estão a ser empregues na construção do Aproveitamento Hidroélectrico de Cambambe.

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