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12 Outubro de 2017 | 14h28 - Actualizado em 13 Outubro de 2017 | 13h48

Cidadãos defendem urgência na reabilitação do troço Caiundo/Katuitui

Menongue - A necessidade do Governo central intervencionar com urgência, através do ministério de tutela, o troço Caiundo/Katuitui, na estrada N140 por ser considerada de dimensão internacional, foi defendida hoje, quinta-feira, por alguns naturais da província do Cuando Cubango.

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Estradas em reabilitação vão melhorar circulação rodoviária (Arquivo)

Foto: Angop

A reacção surge em função do recente anúncio do governador do Cuando Cubango, Pedro Mutindi, ter traçado como uma das prioridades durante a sua governação 2017-2022 a reabilitação de vias de acesso, com destaque para a estrada N140, que liga Cuando Cubango à Namíbia, na faixa sul.

O troço Caiundo/Katuitui, tido de capital importância no capítulo económico, através da fronteira terrestre com a vizinha República da Namíbia, com a existência de uma delegação da Alfândega, tem mais de 200 quilómetros e merecerão, no percurso dos 15 anos de paz, algumas intervenções para a devida reabilitação, mas que não tiveram sucesso até ao momento por razões financeiras.

Em declarações a Angop, Abel Carlos, jovem professor de profissão, considerou acertada a prioridade que o governador traçou na estratégia governativa ao longo dos cinco anos de mandato, porque a circulação de pessoas e bens constitui uma condição essencial para se alavancar o desenvolvimento daquela região do país, dado o facto de as estradas do seu interior apresentarem-se intransitáveis.

“A reabilitação da estrada nacional 140, nesta época da diversificação da nossa economia, que não passa apenas pelo petróleo, seria muito importante uma vez que dá entrada de camiões que saem da Namíbia, da Santa Clara, em direcção ao Bié, Huambo, Benguela e até Luanda (capital do país)”, destacou.

Abel Carlos defendeu que o governo da província faça tudo no sentido do Executivo alocar verbas para que essa reabilitação aconteça com brevidade, porque o Cuando Cubango daria maior contributo na arrecadação de receitas para os cofres do Estado, a partir das Alfândegas instaladas no Katuitui.

O estudante universitário Inocêncio Muliata “Moscovo” defende uma visão mais séria por parte do governo sobre a estrada em referência, justificando que não só o Cuando Cubango irá ganhar com a concretização do desiderato a breve trecho, assim como o país em geral.

“Vou dar um exemplo concreto - os empresários que importam produtos da Namíbia para Bié, Huambo, Benguela, Luanda, Moxico e as Lundas, teriam muita facilidade de sair pela fronteira do Katuitui ao invés da Santa Clara, no Cunene”, argumentou o também funcionário público.

Para Inocêncio Muliata, é o momento de Pedro Mutindi rever com atenção este grande desafio, porquanto vai impulsionar o desenvolvimento do Cuando Cubango, uma vez que, a par das receitas a arrecadar, permitir a circulação de pessoas e bens com os municípios do Calai, Cuangar e Dirico, principalmente, fronteiriços com a Namíbia.

Na sua óptica, a reabilitação de todas as vias do interior deve constituir uma preocupação constante do Executivo, mas que a N140, que liga Menongue a Katuitui constitui uma tarefa primordial dada a sua importância na balança económica daquela parcela do território nacional.

“Considero ser muito pertinente a reabilitação com urgência do troço em falta, porque a não conclusão até ao momento está a reduzir as receitas nos cofres do Estado”, ressaltou.

Actualmente, Menongue, sede capital do Cuando Cubango, está comunicável por estradas N140 até na comuna do Caiundo, na faixa sul, N280 até ao Cuchi, na faixa Este, e desta ao Cuito Cuanavale, no Leste.  

A província do Cuando Cubango tem uma superfície de 199.335 Km2, (cerca de 15.9% da extensão do Território Nacional, a 2ª maior do país), localizada no Sudeste de Angola, fazendo fronteira a Norte com Bié e Moxico, a Oeste com a Huila e o Cunene, a Sul com a República da Namíbia, a Leste com a República da Zâmbia e com a província do Moxico.

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