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03 Agosto de 2018 | 02h50 - Actualizado em 03 Agosto de 2018 | 02h50

Moxico: Ministra recomenda criação de instrumentos legais para fiscalizar áreas de riscos

Luena - A ministra do ambiente, Paula Francisco Coelho, recomendou nesta quinta-feira, no Luena (Moxico), a criação de um instrumento legal que visa detectar, identificar, monitorar, bem como, fiscalizar as áreas de riscos para se eliminar o surgimento de ravinas.

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Moxico: Participantes no Workshop sobre Ravinas

Foto: Kinda kyungu

Moxico: Ministra do Ambiente, Paula Francisco

Foto: Kinda kyungu

A governante, que fez tal recomendação no acto de abertura do workshop sobre as ravinas em Angola, argumentou que a propagação das ravinas não só afecta as comunidades como também condiciona o desenvolvimento sustentável do país e a conservação do ecossistema.

Para se inverter o quadro, entre outras medidas, a ministra apontou a necessidade de adoptar boas práticas ambientais, dedicar maior atenção aos factores que desencadeiam as ravinas, quer sejam naturais como a própria acção do homem que resulta na destruição da cobertura vegetal, eliminando o seu papel de protector.

“Por vezes a construção e abertura de novas estradas e outras obras de construção civil, implica a movimentação de solo de um lado para outro, contribuindo para o aparecimento do fenómeno erosivo”, sublinhou.

Fez saber, por outro lado, que as alterações climáticas representam um fenómeno potencialmente multiplicador dos factores desencandadores de ravinas, sendo que o aquecimento global e o seu impacto afectam à erosão dos solos.

Por sua vez, o governador do Moxico, Gonçalves Muandumba, disse que a resolução dos problemas das ravinas trará segurança física e económica nas vidas das populações.

Apontou o facto de a província ter uma população maioritariamente jovem como um factor importante que permitirá a implementação da educação ambiental, a fim de que no futuro assumam o desafio de cuidar do meio e fazer da ecologia prática diária.

“Quando dizemos que a vida faz se nos municípios, no presente caso queremos sublinhar a importância de que esta discussão seja feita a nível das comunidades e das escolas, dois espaços emblemáticos que podem e devem forjar atitudes e práticas ecológicas” defendeu.

Gonçalves Muandumba mostrou-se ainda preocupado com o abate indiscriminado de árvores que se vem registando, bem como das escavações de terras de forma desregradas, cuja prática, na sua óptica, deve ser banida.

Decorrido sob o lema “Proteger a natureza e prevenindo a erosão”, o workshop abordou questões relacionadas com a "acção do homem no surgimento e agravamento das ravinas", "erosões e o caso particular das ravinas", "estudo e caracterização das ravinas de Angola" e monitoramento de processos erosivos em angola.

Participaram do encontro de carácter regional, representantes das províncias da Lunda Sul, Cuando Cubango e Moxico (anfitriã).

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