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18 Fevereiro de 2020 | 18h39 - Actualizado em 19 Fevereiro de 2020 | 12h22

Circulação rodoviária "caótica" no Lobito

Lobito - As más condições das estradas da cidade do Lobito estão a provocar o "caos" na mobilidade rodoviária e os automobilistas reivindicaram, nesta terça-feira, melhorias na circulação automóvel, naquele município no litoral da província de Benguela.

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Automobilista que aceitou falar à ANGOP

Foto: José Honório

Vias urbanas degradadas na cidade do Lobito

Foto: José Honório

Segundo os automobilistas ouvidos hoje pela Angop, água, em determinados pontos, poeira, buracos e lama, condicionam a circulação de veículos, sobretudo nas avenidas Sócrates Dáskalos, Correia Victor, Salvador Correia e no troço ascendente do bairro Bela Vista, na Estrada Nacional EN100, devido à falta de manutenção.

Perante este cenário, o automobilista Agostinho Cavaya, visivelmente agastado com os congestionamentos à hora de ponta, nos últimos dias, solicita a intervenção do governo de Benguela na reabilitação dessas vias urbanas para melhorar a circulação rodoviária.

“Estamos há anos a viver essa situação, mas pagamos taxa de circulação”, ressalta o condutor, ao volante de uma viatura ligeira. E queixa-se, ainda, do desgaste das peças dos veículos, sobretudo os rolamentos de cubo das rodas, pneus, alternadores e terminais de suspensão, o que, a seu ver, aumenta os gastos com a manutenção.

Também Manuel Camuenho, que só está de passagem pela cidade, reagiu ao caos que se vive e receia que, se nada for feito, o trânsito automóvel vai mesmo piorar, uma situação que, como disse, seria triste para uma cidade como o Lobito, que já estava a ganhar outra imagem urbanística.

Mais contundente na sua opinião, André Paulo descreve o ambiente rodoviário no Lobito com três palavras: “difícil, péssimo e horrível”, mas ao mesmo tempo reclama dos prejuízos materiais, decorrentes do mau estado das estradas, que são incalculáveis e pesam mais no bolso dos automobilistas.

Os pneus e terminais de suspensão duram muito pouco. Por isso, André Paulo só pede ao Estado que olhe “com os olhos de ver” para a dura realidade por que passam diariamente os “homens do volante” e que canalize as receitas da taxa de circulação na recuperação das estradas do Lobito.

Já o engenheiro ambiental Isaac Sassoma pensa que a letargia das autoridades locais indicia falta de recursos financeiros da Administração Municipal do Lobito para reabilitar as estradas, tendo em conta a real dimensão do problema.

“Se não há dinheiro, nada será feito”, referiu o académico, considerando, porém, insignificantes as acções paliativas para melhoria da circulação automóvel.

O também mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente aponta, por exemplo, o acesso ao Bairro São João, que está praticamente intransitável. Daí, já não acreditar que o Lobito seja a “sala de visitas de Angola”, face à poeira e aos buracos que quase “engolem” os veículos ligeiros nas estradas da Zona Baixa e Alta da cidade.

Escoamento condicionado

Hermes Cruz, presidente da Associação Industrial Pólo de Benguela, reivindica que os acessos a partir do Lobito para o Pólo de Desenvolvimento Industrial da Catumbela (PDIC) estão muito mal e dificultam não só a mobilidade dos trabalhadores das unidades fabris, em dias de chuva, como o escoamento dos produtos para outras localidades do país.

Para ele, se a indústria quiser ser um pólo de desenvolvimento para atrair empregos e expandir-se, deve-se melhorar os acessos, para reduzir os custos com o escoamento da produção.

Afonso Sukumula, o soba grande do município do Lobito, também levantou a voz do desabafo, admitindo que os lobitangas já estão cansados de ver obras paliativas nas estradas, pois, a seu ver, estas não duram e só provocam a proliferação de poeira e lama.

Recursos insuficientes

O grito de socorro dos automobilistas, no Lobito, surge dias depois de o governador de Benguela, Rui Falcão, ter afirmado que, durante meses consecutivos, mais de 80 porcento dos recursos financeiros da província foram destinados a resolver problemas estruturais deste município.

Ao apresentar o recém-empossado administrador municipal do Lobito aos citadinos, Rui Falcão admitia, embora sem detalhar, que os recursos postos à disposição da referida administração não são suficientes sequer para tratar de uma rua, “muito menos de um município com a complexidade que o Lobito tem”.

Não obstante as actuais dificuldades, Falcão sublinhava a determinação das autoridades na gestão dos grandes problemas da província de Benguela, antes de acentuar a ideia do bem-estar da população como meta a atingir, custe o que custar.

Esperançado em dias melhores, Carlos Vasconcelos, administrador municipal do Lobito, promete, sem apontar datas, a recuperação das vias urbanas e secundárias dentro do plano do governo provincial.

Mas, por enquanto, adianta, apenas serão realizadas obras paliativas com o apoio de alguns empresários.

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