Angop - Agência de Notícias Angola PressAngop - Agência de Notícias Angola Press

Ir para página inicial
Luanda

Max:

Min:

Página Inicial » Notícias » Saúde

05 Dezembro de 2017 | 16h19 - Actualizado em 05 Dezembro de 2017 | 17h11

Centro de Reabilitação Física do Huambo com muitas dificuldades

Huambo - A falta de fármacos, de reagentes para os laboratórios de análises clínicas, de materiais gastáveis para radiologia e meios para produção de próteses são as principais dificuldades que condicionam o pleno funcionamento do Centro de Reabilitação Física "Dr. António Agostinho Neto", na província do Huambo.

Envia por email

Para compartilhar esta notícia por email, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Corrigir

Para reportar erros nos textos das matérias publicadas, preencha os dados abaixo e clique em Enviar

Pacientes no centro de reabilitação fisica

Foto: Bartolomeu do Nascimento

Em declarações à Angop hoje, terça-feira, o seu director em exercício, Mário Bonga, informou que a estas dificuldades juntam-se, ainda, a falta de ambulância, de meios para a área de correcção de erros na estrutura do corpo humano, causadas maioritariamente por má formação congénita, além da carência de quadros especializados.

Também lamentou o facto da unidade sanitária estar privada do fornecimento de água potável da rede pública e de energia eléctrica, estando, por isso, a funcionar com fontes alternativas e mais dispendiosas financeiramente.

Por esta razão, considerou insatisfatório o funcionamento do aludido centro, uma vez que, segundo justificou, as dificuldades têm impedido prestar um serviço médico e medicamentoso de qualidade.

Sem entrar em detalhes, informou que o orçamento da unidade sanitária não cobre todas as necessidades, razão pela qual a direcção tem estado a solicitar apoio dos seus parceiros sociais.

“Apesar de sermos um centro especializado de referência nacional, funcionamos com muitas dificuldades, falta-nos quase tudo, incluindo o básico”,

informou.

Ainda assim, Mário Bonga deu a conhecer que este ano foram assistidos quase oito mil cidadãos, entre internos e externos, nos vários serviços médicos do centro, localizado na Bomba Alta, seis quilómetros da cidade do Huambo.

Fundado em 1979, com objectivo de ajudar a recuperação de pessoas portadoras de deficiência física, o Centro Ortopédico "Dr. António Agostinho Neto" foi o primeiro da especialidade a ser criado no país, com características específicas para recuperação de pacientes e fabricação das próteses.

O seu funcionamento é assegurado por 135 profissionais, dos quais médicos especializados, um médico interno geral, um técnico superior de diagnóstico na área de próteses e os demais são enfermeiros e trabalhadores administrativos.

O mesmo está composto por áreas administrativas, secção de Fisioterapia, uma oficina de fabrico e reparação de próteses, uma de hórtese, um consultório, área de pequenas cirurgias, uma sala de internamento com 60 camas, um laboratório de análises clínicas e uma secção de radiologia.

Este ano, a instituição paralisou o serviço de electroterapia, por causa de uma avaria no equipamento.

Assuntos Província » Huambo  

Leia também
  • 05/12/2017 16:14:44

    "People in Need" implementa programa educativo via telemóvel no HUambo

    Caála - Vinte mil mulheres grávidas dos municípios do Huambo e Caála vão beneficiar, a partir de Janeiro de 2018, de um programa educativo via de telemóveis para a redução da taxa da mortalidade infantil, promovido pela ONG internacional "People in Need".

  • 02/12/2017 19:34:54

    Renato Nassoma vencedor do estigma e discriminação

    Huambo - A vontade de superar todos os dias as barreiras do vírus da Sida, quer dentro família, quer fora dela, numa sociedade ainda ?coberta do preconceito?, tornou Renato Nassoma, seropositivo há 14 anos, num vencedor sem igual do estigma e da discriminação.

  • 02/12/2017 15:26:43

    Mortes por VIH/Sida diminuem na província do Huambo

    Huambo - Cento e 55 pessoas morreram por HIV/Sida, de Janeiro a Novembro do corrente ano, na província do Huambo, menos 98 em relação ao igual período de 2016, informou hoje o supervisor local do programa de luta contra a pandemia, Euclides Chipalavela.