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13 Outubro de 2017 | 13h28 - Actualizado em 13 Outubro de 2017 | 12h58

Angola: Implementação do caderno de saúde requer uso correcto

Luanda - A implementação efectiva do Caderno de Saúde-Materno e Infantil lançado tecnicamente hoje, sexta-feira, requer o seu uso correcto pelos profissionais de saúde e uma ampla campanha de disseminação para que todos compreendam a sua importância e os benefícios para a saúde, afirmou a Ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta.

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A ministra fez declaração durante a conferência sobre o caderno de saúde materno infantil a ser implementado a partir de Junho do próximo ano.

Nesta senda, referiu que o caderno será também um veículo de conhecimento, cuja apropriação permitirá fortalecer o vínculo entre as famílias, comunidades e o sistema nacional de saúde.

Para a titular da pasta da saúde, todos devem promover a utilização deste instrumento para acompanhar a saúde, o crescimento e o desenvolvimento da criança, bem como para qualificar a atenção à saúde da mãe.

Para si,  o caderno materno e infantil é  um instrumento crucial para o sistema de saúde e valioso para a saúde da mãe, da criança,  famílias e comunidades,  pois estimula a educação para a saúde e contribui decisivamente para a redução da mortalidade materno-infantil  que é uma das prioridades do executivo angolano.

Adiantou ainda que a  saúde e o bem-estar das mulheres, mãe, criança e adolescentes é uma prioridade do governo de Angola alinhada aos compromissos internacionais, como é o caso dos objectivos de desenvolvimento sustentáveis.

Avançou que a integração dos instrumentos de seguimento da mulher grávida e da criança insere-se nos esforços para a redução da mortalidade materna e infantil, bem como a melhoria da qualidade da prestação de serviços e cuidados para este grupo populacional, através de um pacote de intervenção ao longo de todo o ciclo de vida e que devem estar disponíveis tanto na rede de cuidados primários como em todos os outros níveis de atenção.

Referiu de igual modo que também permite acompanhar o crescimento e desenvolvimento da criança, como parte da avaliação integral e contínua dos cuidados de saúde da mãe e da criança, e propicia o desenvolvimento de acções de promoção e prevenção de problemas de saúde e cuidados em tempo oportuno.

“Os esforços empreendidos pelo executivo angolano, no âmbito do fortalecimento do sistema de saúde ao nível do município e aumento da capacidade resolutiva das unidades de saúde com envolvimento da comunidade, requerem o aumento na qualidade dos serviços próximo das populações“, mencionou.

 Nos últimos 12 anos, salientou,  Angola tem registado uma redução significativa da razão de mortalidade materna, que passou de 1.400 por 100 mil nados vivos em 2000 para 239/1000 nados vivos para 2015.

Por sua vez, a mortalidade neonatal reduziu de 35/1000 nados vivos para 24/1000 nados vivos, enquanto que a mortalidade infantil reduziu de 81/1000 para 44/1000 e a infanto-juvenil de 145 para 68 mortes por 1000 nados vivos.

Reconheceu que ainda persistem os desafios relativos ao acesso aos serviços de saúde sexual e reprodutiva e coberturas das principais intervenções de saúde materna e infantil, como os cuidados pré-natais , o tratamento intermitente e preventivo(tip), a testagem de vih em mulheres grávidas , transmissão do vih de mãe a filho, o parto institucional e o planeamento familiar.

Finalizou que a melhoria da qualidade dos serviços e a cobertura universal dos cuidados durante a gravidez, o parto e pós-parto pode evitar muitas mortes, devendo estarem no centro das atenções e das actividades quotidianas.

Assuntos Saúde  

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