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08 Fevereiro de 2018 | 04h43 - Actualizado em 08 Fevereiro de 2018 | 04h42

Combate à malária na fronteira sul está reforçado

Menongue - O projecto da SADC para a eliminação da Malária nos países membros até 2020, por parte de Angola, na fronteira do Cuando Cubango com a Namíbia, foi intensificado em 2017 com acções de sensibilização para a redução da incidência junto da população limítrofe.

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Angop/Arquivo: Enfermeiros a realizam deste rápido da malária

Foto: BARTOLOMEU DO NASCIMENTO

O facto foi anunciado nesta quarta-feira, à Angop, pela funcionária da Trans Kunene Malaria Initiative (TKMI), Ema Tiago Lukamba, tendo avançado que até 2010 a eliminação será assim exigida para os países membros que estão em melhores progressos.

Para Angola, informou, em cada 60 quilómetros com a República da Namíbia o país terá que assegurar passos significativos para a entrada, em 2020, no projecto de eliminação, tendo realçado que as linhas de forças do projecto são, essencialmente, ensinar a população sobre o perigo que representa a doença na saúde humana, porquanto leva até a morte.

Disse que o projecto tem ainda como linhas de forças ensinar que a doença tem consequências sociais, económicas e pode vir a ter consequências políticas, caso não for bem gerida.

“Neste momento, trabalha-se essencialmente na mobilização social e temos três aspectos de realce dentro desta tarefa, como a necessidade a primeiros sintomas de febre para o cidadão procurar serviços de saúde para despistar a possibilidade de uma malária”, explicou.

Com as campanhas de testagem, prosseguiu Ema Tiago Lukamba, os técnicos estão a efectuar porta-a-porta mesmo com as pessoas que não estejam a sentir febres.

Avançou que este trabalho está abranger um dos municípios do Namibe, no Cunene, municípios fronteiriços com a Namíbia e no Cuando Cubango com quatro municípios (Rivungo, Cuangar, Calai e Dirico).

Assegurou que no Cuando Cubango o trabalho está mais avançado no Cuangar, Dirico e no Calai, sendo que na municipalidade do Rivungo começou-se apenas em Janeiro do ano em curso, em quanto que as demais em Junho de 2017. Entretanto, a aplicação dessas políticas arrancou em 2016.

 Ema Tiago Lukamba justificou que Angola ainda não fala da eliminação da malária por possuir um vasto território fronteiriço onde o paludismo é a primeira doença nos serviços de saúde, mas a Namíbia  acredita eliminar já em 2020.

Para Angola chegar a esta fase crucial, segundo a fonte, deve efectuar um trabalho bastante sério vocacionado para a eliminação dos índices de malária. No Cuando Cubango a situação é preocupante por causa do estado e falta de vias de comunicação.

Apontou igualmente o facto da população angolana recorrer, na falta de fármacos, aos os serviços da Namíbia, a par de alguns aspectos culturais que atrasam sempre o recurso aos hospitais, e das situações de procura de unidades sanitárias quando a doença já está muito avançada e complicada.

No projecto estão envolvidos oito países, mas as linhas de serviços indicam mais trabalhos para o lado de Angola, Zâmbia, Zimbabwe, Moçambique e um pouco para Malawi.

Deu a conhecer que o TKMI, parceiro do Ministério da Saúde, que assinou o protocolo com demais países, trabalha em Angola com as autoridades tradicionais, entidades religiosas, professores, como primeiro nível de responsabilidade e de contacto.

Fez saber que trabalha nas aldeias com grupos de voluntários, num total de 800 membros, para o asseguramento do controlo epidemiólogo de cada aldeia.

O TKMI é uma iniciativa da Igreja Anglicana de Angola e Namíbia. É financiado pelo Fundo Global e tem apoio dos ministérios da Saúde de Angola e da Namíbia.

   

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