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06 Fevereiro de 2018 | 15h39 - Actualizado em 07 Fevereiro de 2018 | 10h41

Fraco acesso a água potável factor de incidência do cancro da bexiga

Luanda - O fraco acesso à água potável, fundamental à saúde humana, foi, terça-feira, apontada como factor de alta incidência schistosomiase causador do cancro da bexiga.

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O facto foi revelado pelo chefe de departamento de controlo de doenças, Peliganga Baião, em representação da ministra da Saúde, Silvia Lutucuta, durante o acto central em alusão ao “Dia Mundial do Cancro”, sob o lema “Nós Podemos, Eu Posso,” reforçou que o país é abundante em distribuição fluvial que contribui para a alta incidência da schistosomiase.

Para si, é necessário envolver o Ministério da Energia e Águas para que este bem “água” chegue à casa do cidadão, de forma segura, igualmente cingir às autoridades administrativas e tradicionais, para se garantir a limpeza da vegetação a beira dos rios, diminuindo os hospedeiros da shistosomiase.

Peliganga Baião acrescentou que o Ministério da Saúde (MINSA) está a organizar em todo país, actividades de educação e sensibilização com distribuição de preservativos e imunização especifica, do HPV para a prevenção do cancro do útero.

“A prevenção primária ou pré-patagénica é a principal aposta da estratégia do MINSA no controlo das doenças”, realçou.

Informou de igual modo que entre 2009 e 2014, foram registados em pediatria no país 131 casos de tumor willms, com 128 casos, retinoblastoma 71 casos, Neuroblastoma com 54, bem como rabdomiosarcoma com 52, perfazendo um total de 436 casos pediátricos.

Segundo o responsável, estima-se que o número de casos novos de cancros diagnosticados duplique entre 20 a 30 anos, segundo o Instituto Angolano de Controle do Cancro (IACC) proposta da politica nacional de prevenção e controlo do cancro Angola 2015-2025.

“De forma geral, as neoplasias mais incidentes são as do pulmão, mama e cólon do reto”, esclareceu.

Por seu turno, o responsável do programa de doenças tómicas da direcção de saúde pública, António Armando, fez saber que o estilo de vida pouco saudáveis, tais como a alimentação desequilibrada, falta de exercício físico, tabagismo, consumo nocivo de álcool, e algumas infecções crónicas, aliadas ao stress, contribuem para o aumento das probabilidades de se desenvolver cancro.

Referiu que o cancro é a segunda maior causa de morte no mundo e o número de casos novos continuam a aumentar de aproximadamente mil e 200 casos em 2016 para mil e 400 prováveis em 2017.

Referiu que para contrapor a tendência crescente é necessário instituir uma base de dados de registos de cancros para que se tenha a real dimensão dos casos no país.

O projecto 14 prevê a implantação de um programa de prevenção e controle do cancro.

Assuntos Angola  

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