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09 Fevereiro de 2018 | 09h27 - Actualizado em 09 Fevereiro de 2018 | 09h01

Pais com bebés internados clamam por apoios

Luanda - Os pais com bebés internados no Centro Neurocirúrgico e de Tratamento da Hidrocefalia (CNCTH) clamam por apoios financeiros, alimentares, medicamentos e transporte.

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Ao falarem à Angop, os pais afirmaram que, apesar da sua condição de vulnerabilidade, provêem de zonas suburbanas de províncias e municípios longínquos. 

Os pacientes que ocorrem a este Centro comparticipam apenas com 150 mil Kwanzas, mas, ainda assim, há famílias que não podem custear as despesas, devido a sua vulnerabilidade, notando o seu desespero ver o seu filho a sofrer.

O director do CNCTH, Mayanda Inocente, frisou que os doentes/famílias são desprovidos de recursos financeiros para pegar um autocarro público que os leve ao hospital especializado ou comprar medicamentos básicos e sem apoio dos familiares e cônjuges. 

Acrescentou que os beneficiários deslocam-se a unidade hospitalar com vários problemas familiares, preconceitos culturais, misticismo, desemprego, baixo nível de escolaridade, planeamento familiar, abandono e separação de cônjuges, o que tem dificultado o desenvolvimento das crianças.

Considerou que uma das estratégias passa pela comparticipação livre e solidária da sociedade.

Maria Feliciano de 19 anos de idade, internada com o filho de cinco anos, com hidrocefalia, solicita apoio financeiro para a compra de medicamos e alimentação, dado que a família não a apoia, situação idêntica vivida por Célia Francisca Webo, de 20 anos.

Imaculada Pedro, de 32 anos de idade, diz clamar pelo apoios alimentares, "mas outro problema é o preconceito e o estigma da família, que associa a doença da menina a casos de feitiçaria", lamentou.

Merciana Jamba, de 19 anos, afirmou estar no centro desde Novembro do ano transcato, proveniente da província do Huambo, estando a criança com problemas de espinha bifida, sendo o grande preocupação a falta de dinheiro, comida e falta de apoio familiar.

Manuel Bambi, de 25 anos, vindo de Benguela, desde 31 de Janeiro, indica que o filho ainda não foi operado, por não obter os 150 mil kwanzas para comparticipar nas despesas da operação, estando a sobreviver graças aos funcionários do centro, pelo que apela à população para o apoiarem. 

O Centro de Hidrocefalia, adstrito ao Ministério da Saúde, foi fundado em 2008, e tem como missão diminuir a morbi-mortalidade da Hidrocefalia-Espinha-bífida e doenças afins.

Assuntos Angola  

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