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10 Agosto de 2018 | 15h22 - Actualizado em 10 Agosto de 2018 | 15h22

Dezoito porcento das crianças no país sem vacinas recomendadas

Luanda - Dezoito porcento das crianças no país dos 12-23 meses ficaram sem tomar as vacinas recomendadas internacionalmente no país, informou hoje, sexta-feira, em Luanda, a directora adjunta do Instituto Nacional de Estatística (INE), Ana Paula Machado.

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Prelectora Ana Paula Machado

Foto: Clemente dos Santos

A informação foi avançada durante o Whorkshop realizado pela 6ª Comissão dos Deputados da AN" sobre "Os Indicadores Múltiplos e de Saúde 2015/2016", tendo realçado que depois da 1ª e 2ª vacinas (primeira dose), as mães deixam de levar os bebés para continuidade do processo.

Ana Paula Machado, que apresentava dados expressos no Inquérito de Indicadores Multiplos e de Saúde (IIMS) 2015/2016, fez saber que apenas 31 porcento das crianças tomaram todas as vacinas, sendo que 68% delas tomaram a (pólio 1) ,56% (pólio 2) e 42 % a (pólio 3), o que se aprecia uma percentagem decrescente.

Consta do inquérito que a percentagem de criança dos 12-23 meses, que tomaram  todas as vacinas básicas, diminuiu em função da ordem de nascimento, sendo que a cobertura de todas as vacinas varia por províncias, sendo a maior em Luanda, com 50% e a menor no Cuando Cubango, com 8%.

Segundo as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Programa Nacional de Vacinação (PAV), considera-se que uma criança está completamente vacinada quando lhe é administrada a vacina (BCG, contra a tuberculose), a poliomielite 0 a nascença , três dozes de vacina contra a poliomielite e pentavalente (difteria, tétano, tosse convulsa) aos 2, 4 e seis meses.

Durante a sua apresentação, Ana Paula Machado mostrou-se preocupada com o alto desinteresse dos jovens na procura de emprego, taxa que ronda os 67 porcento e 36% deles dos 15-24 anos não estudam.

Apontou a necessidade de se redobrar os esforços na luta contra a violência doméstica, desemprego, bem como a pobreza, visto que o gráfico apresenta que 48% da população angolana é pobre.

Assuntos Vacinação  

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