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06 Setembro de 2018 | 14h06 - Actualizado em 06 Setembro de 2018 | 14h05

Mais de 500 trabalhadores diagnosticados com hipertensão em Luanda

Luanda - O Centro de Segurança e Saúde no Trabalho (CSST), localizado no município de Viana, em Luanda, examinou, durante o primeiro semestre deste ano, quatro mil e quatrocentos e três trabalhadores, dos quais 508 foram diagnosticados com hipertensão arterial.

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Isabel Cardoso, Directora Geral do CSST

Foto: Gaspar dos Santos

De acordo com a Directora Geral do CSST, Isabel Filipe Cardoso, em declarações à Angop, foram examinados funcionários de 60 empresas sediadas em Luanda e os diagnosticados com hipertensão foram enviados para consultas de especialidades no sentido de confirmar o diagnóstico.

Informou que o Centro de Segurança e Saúde no Trabalho diagnosticou, no mesmo período, 210 casos de hiperglicemia, situação que considera também preocupante.       

Foram testados, segundo a mesma fonte, trabalhadores com idades correspondentes entre os 22 aos 64 anos.

Na semana corrente, indicou, o Centro realiza uma campanha de sensibilização e rastreio na Empresa Nacional de Exploração de Aeroportos e Navegação Aérea (ENANA).

‘’Começamos com a ENANA pelo facto do barulho e a poeira que se verifica naquele local poder provocar hipertensão e a diabete. Estamos também a fazer exames auditivos ’’, justificou a responsável.

Acrescentou ainda que acções de género serão realizadas em outras empresas como a Cimangol (Empresa de Cimento de Angola), operadoras de telefonia móvel, entre outras.

O centro, disse, na qualidade de regulador também certificou outras empresas para efectuar exames aos trabalhadores, sempre que as entidades empregadoras solicitem os seus serviços.

De acordo com a médica, neste segundo semestre do ano, o centro já esteve em Saurimo (Lunda Sul) e prevê deslocações para as províncias de Malanje e Benguela.

Avançou que a protecção do trabalhador e a promoção de medidas que visam a realização do seu trabalho com condições de saúde e higiene, equipamento de protecção, é uma realidade cada vez mais presente na sociedade angolana.  

O Centro fundado a 22 de Maio de 2010, conta com 63 trabalhadores, dos quais 10 médicos, oito enfermeiros, seis técnicos de Raio X e cinco de laboratório.

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