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11 Setembro de 2018 | 12h47 - Actualizado em 11 Setembro de 2018 | 12h47

Vinte e cincos casos de lepra registados no I semestre de 2018

Caxito - Vinte e cinco casos de lepra foram registados no I semestre de 2018 na província do Bengo pelas autoridades sanitárias, mais sete em relação a igual período de 2017, informou hoje, terça-feira, em Caxito, a supervisora provincial das doenças negligenciadas, Maria José Avelino de Oliveira.

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Em declarações à Angop, em Caxito, a responsável explicou que destes 25 casos de lepra dois são novos, diagnosticados na comuna de Kicunzo, município do Nambuangongo.

Revelou que em 2017 tiveram um registo de 18 casos de lepra (cifra verificada no 1º semestre), contra os quatro notificados em 2016.

Explicou que apesar destes números, os casos de lepra podem ser mais elevados devido a neglicência das pessoas afectadas, que não aceitam ser identificadas pelas autoridades sanitárias.

Esclareceu que os pacientes afectados com a lepra têm feito o tratamento ambulatório, através das unidades sanitárias, onde recebem os medicamentos para os seis meses e depois retomam de novo a medicação.

Afirmou que o hospital provincial do Bengo possui medicamentos suficientes para atender os casos de doenças negligenciadas que se registam nas unidades sanitárias da província.

O sector de saúde continua a trabalhar no diagnóstico e avaliação nas comunidades, visando uma rápida intervenção, para evitar o surgimento de novos casos.

Sublinhou que para a diminuição de casos de lepra são necessário  medicamentos e a sensibilização nas comunidades, visitas domiciliares, entre outras.

A lepra (hanseníase, morfeia, mal de Hansen, mal de Lázaro) é uma doença infecciosa causada pelo bacilo Mycobacterium lepra,  que afecta os nervos e a pele e que provoca danos severos.

O nome hanseníase é devido ao descobridor do microrganismo causador da doença Gerhard Hansen.

O bacilo Mycobacterium lepra é eliminado pelo aparelho respiratório da pessoa doente na forma de aerossol durante a fala, espirrar ou tossir, quase sempre ocorre entre contactos domiciliares.

A contaminação se faz por via respiratória, pelas secreções nasais ou pela saliva, mas é muito pouco provável a cada contacto. O tempo de incubação após a infecção é longo, de 2 a 20 anos.

Assuntos Província » Bengo  

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