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16 Janeiro de 2019 | 17h04 - Actualizado em 16 Janeiro de 2019 | 16h57

Mais de 10 mil enfermeiros sem emprego no país

Luanda - A Ordem dos Enfermeiros de Angola (ORDENFA) informou nesta quarta-feira, em Luanda, que pelo menos 10 mil e 100 profissionais do ramo estão desempregados no país.

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Enfermeiros Durante Jornada Laboral

Foto: Angop

Segundo o bastonário da ORDENFA, Paulo Luvualo, que falava à imprensa durante uma visita de constatação dos deputados da 6ª Comissão do Parlamento, a ordem recebeu e avaliou 45 mil processos de enfermeiros, formados entre 1975 e 2017, mas só credenciou 28 mil e 483.

Destes, explicou, apenas 18 mil e 341 conseguiram emprego nas instituições públicas de saúde.

Entre os profissionais por empregar constam enfermeiros especialistas, bacharéis, técnicos médios especializados, técnicos médios e auxiliares de enfermagem.

Desta feita, Paulo Luvualo solicitou a intervenção dos deputados da 6ª Comissão do Parlamento, no sentido de ajudarem a resolver o problema desses profissionais desempregados.

Considerou necessário que as autoridades do sector articulem mecanismos para a melhoria dos serviços sanitários e para o combate ao desemprego no país.

A melhoria do sector da saúde constitui uma das prioridades do Executivo angolano, que tem vindo a promover concursos públicos para o recrutamento de novos profissionais.

No Orçamento Geral do Estado de 2019, avaliado em 11.3 biliões de kwanzas, a verba da saúde registou um incremento de 6.6 por cento, contra os 3.6 de 2018.

Além da questão do desemprego, a ORDENFA pediu apoio para a questão da inadequação do regime de carreira e da proliferação de escolas de enfermagem sem qualidade.

Pediu também ajuda para a questão da falta de pagamento de horas acrescidas com a ausência dos médicos, bem como da discriminação e do desrespeito dos profissionais.

A ORDENFA reclamou ainda da carência de gabinetes de trabalho, falta de promoção, garantia de alimentação para os trabalhadores em serviço de turno nas unidades sanitárias, habitabilidade, transporte, alocação de verbas entre outros.

Para o bastonário, deve-se rever a carreira de enfermagem, implementar o cadastramento de todas as instituições de formação, adequar a quantidade de profissionais a formar ao Plano Nacional de Desenvolvimento do Recursos Humanos (PNDRH) 2012-2025 e criar áreas para notificação dos acidentes de trabalho.

A organização acalenta também a esperança de ver concluídas as obras da sua sede nacional, a aquisição e implementação de um laboratório de simulação semi-realistica e da fiscalização, institucionalização do Dia Nacional do Enfermeiro, bem como a regulamentação sobre a adequação da formação à luz do PNDRH.

Os membros da 6ª Comissão da AN manifestaram-se solidários e enalteceram o papel da classe e do seu órgão coordenador da ORDENFA.

Após a visita e auscultação, o presidente da 6ª comissão, Victor Kajibanga, avançou que ficaram com o compromisso de intervir junto do Executivo para a resolução de algumas das preocupações apresentadas.

Assuntos Angola  

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