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28 Janeiro de 2019 | 19h39 - Actualizado em 28 Janeiro de 2019 | 19h43

Projecto "Ame a Vida" assiste mais de mil homossexuais e trabalhadoras do sexo

Benguela - Mil e 125 pessoas, entre homossexuais e mulheres trabalhadoras do sexo, localizadas na província de Benguela, aderiram aos serviços de aconselhamento, testagem do VIH-Sida, rastreiro das ITS e da tuberculose, no âmbito do projecto "Ame a Vida", numa iniciativa da Organização de Interacção Comunitária (OIC).

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Benguela: Rodrigues Boano Tomás - director executivo da OIC

Foto: José Honório

O facto foi revelado hoje, na cidade de Benguela, pelo director executivo da referida ONG, Rodrigues Boano Tomás, durante a cerimónia oficial de apresentação das estratégias de intervenção junto da população alvo e das metas da segunda fase do referido projecto, que visa a prevenção de doenças infecciosas e sexualmente transmissíveis no seio das comunidades.

O responsável explicou que das mil e 125 pessoas, apenas 578 aderiram a 100 porcento aos serviços de aconselhamento, testagem e consultas de infecções transmissíveis sexualmente, enquanto o restante recebeu apenas informações, devido ao estigma a que estão sujeitos e por dificuldades sociais.

Precisou que estes dados são resultado de um trabalhado efectuado durante a primeira fase deste projecto, que teve o seu início em Dezembro de 2017 com uma interrupção em Junho de 2018, e que conta com um financiamento do Fundo Global, de USD 90.000, através do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), tendo como receptor o Instituto Nacional de Luta conta a Sida (INLS).

Ao ressaltar a importância do projecto “Ame a Vida”, cujo objectivo primário é ter uma sociedade onde os cidadãos sejam livres e responsáveis na contribuição do desenvolvimento social do país, disse que a OIC tem a missão de contribuir para o apoio e desenvolvimento de acções para a defesa, elevação e manutenção da qualidade de vida do ser humano e do meio ambiente na província, através de actividades de promoção, sensibilização e educação de populações vulneráveis.

Lembrou que o projecto prevê beneficiar, nesta segunda fase (sete meses), 720 novos homossexuais e 900 mulheres trabalhadoras do sexo e distribuir 40 mil preservativos e 40 mil e 421 lubrificantes.

Referiu que os indicadores de cobertura devem atingir os 90 por cento de mobilizados e sensibilizados, 90 por cento de acompanhados e referenciados nas unidades sanitárias e em clínicas móveis para testagem, rastreiro e acesso aos serviços e 90 por cento de mulheres trabalhadoras do sexo e homossexuais com VIH positivo, com assistência garantida em termos de tratamento com anti-retrovirais nas unidades de referência.

Conforme disse, a OIC pretende contribuir na redução dos casos de HIV-Sida na província, trabalhando na sensibilização e referenciamento da população alvo, com as unidades sanitárias de referência e também fazer com que este grupo viva em ambiente saudável, com a realização de encontros regulares onde cada participante deste grupo tem oportunidade de partilhar dificuldades, vivências e discutir outras questões ligadas a discriminação.

Afirmou que estudos feitos pelo INLS com consultoria da empresa “Chicco” sobre a prevalência, apontam que a província de Benguela dispõe de cerca de 10 mil mulheres trabalhadoras do sexo e mais de seis mil homossexuais, que, na sua óptica, correm sérios riscos de contaminação de HIV-Sida e de outras doenças infecciosas.

Rodrigues Boano Tomás apontou como principal dificuldade, a localização e identificação de locais ou centros onde estes se concentram e a persuasão desta população para aliar-se aos serviços básicos de saúde.

O director explicou que, para a implementação deste projecto, a OIC utiliza duas estratégias para alcançar os seus objectivos: a informação, educação, comunicação e o devido encaminhamento dos grupos alvos aos centros de saúde para testagem do HIV e rastreio das ITS, bem como facilita o acesso ao tratamento com anti-retrovirais (TARV ) e da tuberculose.

As duas estratégicas combinadas visam a mudança de consciência e de comportamentos para a prevenção do VIH no seio do grupo alvo do projecto, enquanto a outra propõe uma ligação forte com as unidades sanitárias e o reforço das capacidades dos profissionais de saúde envolvidos, onde o foco principal é a prevenção e assegurar a assistência médica e  medicamentosa.

Presentes no acto, cuja abertura foi presidida pelo chefe de departamento das grandes endemias, em representação do director provincial da Saúde, responsáveis de outros departamentos de saúde pública, beneficiários, organizações da sociedade civil e população no geral.  

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