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12 Fevereiro de 2019 | 13h59 - Actualizado em 12 Fevereiro de 2019 | 15h34

Cuanza Sul: Amboim clama por médicos especialistas

Gabela - O município do Amboim, província do Cuanza Sul, necessita de médicos especialistas para acudir a demanda de pacientes que solicitam os serviços dos hospitais existentes na localidade.

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Com uma superfície de 1.027 quilómetros, o Amboim tem dois hospitais, que datam dos anos 50, e que funcionam com 10 médicos, não especialistas, para acudir 271.843 habitantes.

Os hospitais, segundo o administrador municipal, Francisco Manuel Mateus, estão equipados com blocos operatórios, mas não funcionam por inexistência de médicos de cirurgia, facto que obriga a evacuação de todos os casos de especialidade para a capital, Sumbe.

Em declarações à imprensa, no final de uma visita do governador provincial do Cuanza Sul, Job Capainha, ao município do Amboim, Francisco Manuel Mateus informou que, de acordo com o quadro orgânico, os hospitais necessitam, pelo menos, de mais 50 médicos de várias especialidades.

A vila da Gabela tem igualmente 18 unidades sanitárias e três centros de saúde que contam apenas com um enfermeiro cada, maioritariamente colaboradores, mas que podem abandonar as unidades devido ao atraso do pagamento dos subsídios a quem têm direito.

“Os salários dos enfermeiros eventuais são provenientes da rubrica Outros Serviços, cuja disponibilização tem registado muitos atrasos, e, por este motivo, poderemos ver encerrado alguns postos, por falta de pagamentos”, explicou Francisco Mateus.

Para além de médicos e enfermeiros, o sector da saúde carece também de outros funcionários de apoio, pois, de cerca de 900 necessários, existem apenas 100, dificultando a prestação de um serviço de qualidade.

Pela sua densidade populacional, segundo as autoridades oficiais, a localidade precisa ampliar a rede de distribuição de água e a construção de uma nova estação de captação, porque a actual data do período colonial e foi instalada para cinco mil habitantes, contra os actuais mais de 130 mil.

Quanto a energia eléctrica, o habitantes do Amboim “respiram de alívio”, pois, precisam apenas alargar a rede de distribuição para além dos cinco quilómetros e beneficiar a comuna do Assango, que tem mais de 50 mil habitantes e que clamam por este produto. 

As vias terciárias necessitam de uma urgente reabilitação, porque ligam a cidade aos grandes centros de produção (fazendas), facilitando o escoamento dos produtos para os locais de comercialização.

No sector agrícola, o Amboim está a revitalizar, entre outras, a produção do café arábica. Este ano, a produção será de 900 toneladas, contra igual número do ano transacto, quantidade aquém da produzida no período colonial, que era de 41 mil toneladas.

O sector controla no município 171 fazendas, 20 cooperativas, das quais 16 de café, e dez mil famílias camponesas que produzem também, em pequena escala, mandioca, banana, milho, batata (rena e doce), cenoura, repolho, frutas e outros.

O processo de requalificação da cidade, disse à Angop o administrador municipal, está paralisado, por falta de recursos financeiros, “adiando a esperança da população que deseja vê-la com outro aspecto”.
 

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