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21 Fevereiro de 2019 | 13h54 - Actualizado em 21 Fevereiro de 2019 | 14h47

Falta de equipamentos condiciona Hospital Geral do Bié

Cuito - A paralisação dos serviços de TAC, Fluoroscopia, Raio X e a degradação da infra-estrutura hospitalar estão a condicionar o funcionamento do Hospital Geral do Bié, afirmou, nesta quinta-feira, na cidade do Cuito, o seu director-geral, Miguel Luís Cabaça.

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A unidade sanitária, erguida na década de 40 para albergar até 400 camas, contra as 560 actualmente colocadas, apresenta fissuras em quase todas as enfermarias. Devido a degradação, os serviços de maternidade, com 75 camas, foram transferidos, em 2017, para as instalações aonde funciona o Centro Materno Infantil do Cuito.

Em declarações à Angop, nesta quinta-feira, o responsável informou que aguarda-se por uma equipa técnica do Ministério da Saúde para a reparação dos aparelhos inoperantes.

A esta situação, de acordo com Miguel Cabaça, associa-se a insuficiência de pessoal médico, enfermeiros e administrativo que, todos os dias e, em turnos com pessoal reduzido, prestam assistência médico-medicamentosa aos mais de mil pacientes nos serviços de hemoterapia, estatística, medicina, nutrição, ortopedia, cirurgia, bloco operatório, pediatria, cuidados intensivos, estomatologia, consultas externas e outros.

Os doentes com necessidades de radiologia ou TAC, sobretudo, são encaminhados ao Hospital Militar do Cuito ou às províncias do Huambo, Cuando Cubango e Benguela.

Miguel Cabaça assegurou a existência de fármacos, com incidência para os de maior consumo:  de malaria, doenças diarreicas e respiratórias agudas, hipertensão.

A pediatria, comparando com outras secções, tem regitado um aumento do fluxo de crianças, atendendo, diariamente, acima de 50 infantes com malaria, anemia, malnutrição, contra 30 anteriormente registadas, principalmente em épocas chuvosas.

A nova estrutura sanitária está a ser erguida a cinco quilómetros a sul da cidade do Cuito, pela empresa espanhola de construção civil denominada “Makiber Lda”, com capacidade para 300 camas, com todos os serviços.

As obras tiveram início em Fevereiro de 2018 e  está a ser erguida numa área de 50 mil metros quadrados, num prazo de dois anos.

O Hospital Geral do Bié conta com 620 funcionários, dos quais  20 médicos entre nacionais e expatriados. Necessita, de pelo menos, mais 40 novos em diferentes especialidades.

A província do Bié conta com um milhão 455 mil e 225 habitantes distribuídos nos municípios do Cuito, Andulo, Nharêa, Cunhinga, Camacupa, Catabola, Cuemba, Chinguar e Chitembo. 

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