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06 Dezembro de 2019 | 12h42 - Actualizado em 06 Dezembro de 2019 | 12h41

Hospitais de Luanda necessitam de 290 unidades de sangue/dia

Luanda - A província de Luanda tem uma necessidade de 290 unidades de sangue de 450 ml de sangue diariamente, afirmou, nesta sexta-feira, a directora-geral do Instituto Nacional de Sangue, Deodete Machado.

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voluntários doando Sangue (arquivo)

Foto: Júlio Vilinga

No entanto, para atender a demanda, são colhidas, diariamente, apenas 80 unidades, condicionando o atendimento dos pedidos recebidos dos hospitais da cidade capital.

De acordo com a responsável, que falava à ANGOP à margem do I   Fórum Nacional de Hemoterapia, a instituição continua a atravessar dificuldades na aquisição de sangue e os  dadores são, na sua maioria, familiares dos pacientes, com uma percentagem de 82.

O instituto conta com 14 mil dadores, mas ainda assim é insuficiente para atender a demanda.

O Instituto Nacional de Sangue (INS) atende os hospitais Pediátrico, Américo Boavida e Instituto de Luta Contra o Cancro.

O grupo sanguíneo mais procurado é o (O-). Mundialmente apenas cerca de 20 por cento da população é portadora de sangue negativo.

Face a capacidade reduzida, a instituição tem procurado priorizar o atendimento de mulheres, crianças, doentes com cancro, pacientes envolvidos em acidentes de viação e submetidos a cirurgia cardíaca, anemia falciforme.

Porém apesar deste défice, disse, tem se estado a fazer um bom trabalho de aproximação, promoção, parcerias, validando um maior envolvimento da sociedade no que toca a doação de sangue.

“O grande problema do instituto é a falta de sangue, ela só é produtiva se responderem as suas responsabilidades, e se não forem os humanos a darem não tem como ultrapassar essa carência. Uma unidade de sangue salva 4 vidas, por isso vamos levar a informação para assim ajudar a diminuir o número elevado de óbitos por falta de sangue”, reforçou.

A doação de sangue é um gesto solidário para salvar a vida de pessoas que se submetem a tratamentos e intervenções médicas de grande porte e complexidade, como transfusões,  transplantes,  procedimentos oncológicos e cirurgias.

Dados disponíveis indicam que o banco nacional de sangue necessita de 300 mil dadores voluntários, para colmatar o défice nesta área e melhorar a assistência às unidades sanitárias.

Actualmente, o país, com cerca de 30 milhões de habitantes, conta com apenas 10 mil dadores.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que, para a segurança funcional das unidades hospitalares, um por cento da população deve doar sangue.

Assuntos Angola  

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