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21 Abril de 2019 | 14h38 - Actualizado em 21 Abril de 2019 | 14h38

Angola tem 1.675 postos de saúde em funcionamento

Benguela - A República de Angola conta, actualmente, com mil e 675 postos de saúde em funcionamento, 471 centros de saúde, 24 dos quais de referência, 75 centros materno-infantis e 166 hospitais municipais, anunciou, em Benguela, o secretário de Estado para a Saúde Pública, José Vieira da Cunha.

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José Vieira da Cunha, Secretário de Estado para a Saúde Pública

Foto: Lino Guimaraes

Segundo o responsável, que avançou esses dados durante a sessão de encerramento do I Congresso Internacional de Ciências Médicas da Faculdade de Medicina da Universidade Katyavala Bwila, apesar deste esforço, o país precisa de mais 2.225 unidades, perfazendo 3.900 postos de saúde.

Numa intervenção essencialmente virada para a necessidade de humanização dos serviços de saúde e da sua proximidade às comunidades, o secretário indicou que as iniciativas governamentais para a melhoria da saúde e da prestação de serviços passam pela descentralização e integração local dos diferentes sectores.

Desta feita e para assegurar a integração dos diferentes programas de saúde pública e fazer face ao perfil epidemiológico na perspectiva dos cuidados primários de saúde, o órgão de tutela tem priorizado o atendimento da saúde reprodutiva, materna, neo-natal, infantil, planeamento familiar, cuidados pré-natais, parto e a vacinação completa das crianças, além das grandes endemias, mormente a Tuberculose, VIH/Sida e Malária.

Num breve historial, lembrou que em Junho de 2017, a Organização Mundial da Saúde (OMS) promoveu, em Kigali, Ruanda, o primeiro fórum africano sobre a cobertura universal de saúde, onde se exortou aos diferentes governos do continente que coloquem as pessoas em primeiro lugar e, em Outubro de 2018 (40 anos depois da adopção da declaração de Alma-Ata), a OMS, em parceria com o UNICEF e o ministério da saúde do Cazaquistão, organizaram a Conferência Mundial sobre os cuidados primários de saúde que resultou na nova Declaração de Astana.

Desde a Declaração de 1978, os valores e princípios da atenção primária de saúde – que incluem o direito à saúde, equidade, solidariedade, justiça social, participação e ação multissetorial, entre outros – têm guiado a transformação dos sistemas de saúde no mundo.

Já em Março do corrente ano (2019), foi promovido o II fórum africano, em Cabo Verde (Praia), sob o lema “Alcançar a cobertura universal e segurança da saúde”, tendo sido enfatizada a necessidade de se continuar a caminhar rumo a cobertura universal da saúde.

Deste modo, e tendo em conta a necessidade de se aproximar cada vez mais a saúde das populações, ao nível dos cuidados primários, o ministério angolano da Saúde conta com 1.675 postos de saúde, 471 centros de saúde, 24 centros de saúde de referência, 75 centros materno-infantis e 166 hospitais municipais em funcionamento, que apesar de ainda insuficientes, mostram um firme compromisso neste sentido.

Segundo referiu, tendo em conta a necessidade de continuar a dar resposta a saúde da população, estão sendo desenvolvidas várias acções, nomeadamente a actualização da lista das necessidades em medicamentos essenciais e meios médicos das unidades sanitárias e dos programas de saúde pública, o lançamento do programa anual de compras centralizadas, através de concursos públicos, a construção e reabilitação de estruturas sanitárias.

Para o efeito, realçou ainda a realização do último concurso para admissão de novos quadros no sector, acto que, segundo aventou, terá sequência ainda este ano, com um segundo concurso público para as 18 províncias.

Apontou também a criação da chamada “Sala de crises” ou de acompanhamento, instalada no edifício do ministério da Saúde, uma estrutura que conta com a participação de diferentes instituições e que tem dado respostas assertivas aos problemas que se colocam, o que revela um desempenho muito significativo desta estrutura.

Apesar desse esforço, disse, o estado precisa incentivar o desenvolvimento dum ensino médico-cirúrgico e da investigação médica em saúde, sem descurar o sistema de informação sanitária.

Por seu lado, uma nota apresentada pela comissão organizadora, no final dos trabalhos, refere que durante os dois dias de congresso foram realizadas cinco conferências, 45 comunicações orais, cinco mesas redondas, 42 posters electrónicos e 74 intervenções.

Entre as matérias abordadas no certame que reuniu 310 congressistas, destaque para a mesa redonda sobre a “Influência da universidade na solução de problemas de saúde na comunidade”, a “Vinculação básico-clínico na formação médica”, a “Educação médica para o melhor atendimento – Relevância e horizonte da nossa Alma Mater da Saúde”, “Bioética clínica e doenças cardiovasculares - uma análise sobre o tratamento de qualidade”.

A “Hiperplesia da glândula sebácea – revisão clínico-patológica de 355 casos de pacientes de Belfast, Reino Unido, 2008 – 2016, o “Envenenamento por serpentes de importância médica, a universalização dos cuidados de saúde na comunidade e a formação de profissionais de saúde”, a “Avaliação do estado nutricional dos estudantes do I e II anos da faculdade de medicina da Universidade Katyavala Bwila em Benguela, 2017”, foram outros temas abordados no encontro.

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