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19 Abril de 2019 | 17h16 - Actualizado em 19 Abril de 2019 | 17h15

Cobertura universal de saúde deve ser integral - ministra do Ensino Superior

Benguela - A ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação, Maria do Rosário Sambo, defendeu hoje, nesta cidade, que a cobertura universal dos serviços de saúde deve ser baseada na equidade e nos princípios de justiça social, com o envolvimento e empoderamento das famílias.

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Maria do Rosário Sambo, Ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação

Foto: JOAQUINA BENTO

Segundo a governante, que dissertava sobre “Os desafios da educação em ciências da saúde para a universalização dos cuidados de saúde”, no âmbito do I Congresso Internacional de Ciências Médicas da Universidade Katyavala Bwila, o quadro do sector da saúde deve dispor de uma vocação empreendedora e social, além da sua função específica de cuidar de doentes.

Segundo referiu, hoje, no mundo, pessoas de países de baixa e média renda gastam 40 porcento das despesas não alimentares com a saúde, mas um quarto das famílias de baixa renda contraem empréstimos ou vendem os seus bens para pagarem os serviços de saúde.

Sobre o desenvolvimento sustentável na área da saúde, apontou a necessidade de se colocar à disposição das comunidades medicamentos de qualidade, vacinas seguras e de qualidade, a preços acessíveis.

Lembrou que para se abordar o factor desenvolvimento sustentável em saúde é preciso antes de tudo contextualizar, porque no caso específico de Angola, o país está muito ruralizado, acrescido dos factores guerra e êxodo da população para os principais centros urbanos, resultando disso grandes transformações tanto no meio rural como no urbano.

Disse (sem apontar números), que apesar de alguma melhoria, ainda é preciso trabalhar-se muito para a redução da mortalidade materna e de crianças menores de cinco anos de idade.

Defendeu que as desigualdades na distribuição dos serviços de saúde têm que ser ultrapassadas, porque chocam com os princípios de equidade.

Entre as matérias agendadas para o congresso, destaque ainda para a mesa redonda sobre a “Influência da universidade na solução de problemas de saúde na comunidade”, realizada hoje e apresentada por Júlio César Castellanos Laviña, Marisel Santiesteban e Augusto João, respectivamente.

A “Vinculação básico-clínico na formação médica”, a “Educação médica para o melhor atendimento – Relevância e horizonte da nossa Alma Mater da Saúde”, “Bioética clínica e doenças cardiovasculares - uma análise sobre o tratamento de qualidade”, “Hiperplesia da glândula sebácea – revisão clínico-patológica de 355 casos de pacientes de Belfast, Reino Unido, 2008 – 2016, são outros temas que serão discutidos no certame.   

Os temas “Envenenamento por serpentes de importância médica, a universalização dos cuidados de saúde na comunidade e a formação de profissionais de saúde”, a “Avaliação do estado nutricional dos estudantes do I e II anos da faculdade de medicina da Universidade Katyavala Bwila, Benguela 2017, a “Malnutrição infantil: prevalência e factores associados, Benguela 2018”, “O perfil clínico, epidemiológico e endoscópico do tumor do esófago no Hospital Geral de Benguela”, estão igualmente agendados para o congresso.

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