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16 Abril de 2019 | 11h39 - Actualizado em 16 Abril de 2019 | 11h39

Preconceito e estigma dificultam cura de doentes mentais

Lubango - A directora-geral do hospital psiquiátrico do Lubango, Madalena Francisco, informou hoje (terça-feira), que o preconceito e o estigma têm limitado os cuidados para com os doentes mentais, retardando, em algumas vezes, e impedindo noutras a cura.

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Huíla: Domingos Fernando Jacob “Mexicano” - doente mental abandonado

Foto: João Cata

Segundo a médica, apesar das doenças de fórum psicológico serem um problema, nota-se um descuido, desinteresse e desconhecimento sobre aspectos relacionados as mesmas, reforçando nas famílias o estigma e preconceito

A responsável falava no primeiro simpósio provincial sobre doenças psiquiátricas, que decorre com objectivo de melhorar os serviços de saúde mental na província.

Segundo ela, apesar de as estatísticas de mortes serem em número reduzido, pois não matam na velocidade como as outras, é mais grave porque incapacita o homem para a vida, pelo que é preciso concentrar ideias para tentar ajudar a melhorar e a cuidar melhor dos doentes.

Sublinhou que o objectivo do evento é dinamizar os serviços de saúde mental na província, melhorar a expandir, pois há uma fraca cobertura na rede primária da província.  

Por sua vez a coordenadora do programa nacional de saúde mental, Massoxi Vigário, defendeu ser necessário pensar na melhor assistência e reabilitação do doente mental.

Para ela, o problema está quase sempre associado ao estigma e ao preconceito, pelo que deve-se ouvir mais, perceber melhor, começando primeiro por aferir aquilo que é a percepção das pessoas sobre o assunto e como prevenir.

A especialista entende que a prevenção de doenças do fórum psiquiátrico depende em grande medida da intervenção das famílias, pois “falar da saúde mental ainda constitui um tabu e um dos principais objectivos deste simpósio é que se possa ouvir mais, perceber e fazer melhor”.

Defendeu ser necessário pensar-se mais na promoção da saúde mental, na melhoria da assistência na reabilitação, na reinserção, pois só assim os familiares de muitos pacientes que são abandonados no hospital psiquiátrico tomarão consciência da gravidade de seus actos.

O evento tem a duração de dois dias e junta especialistas de algumas províncias do país, que debatem a saúde mental.

A OMS estima que em cada 100 pessoas 30 sofram, ou venham a sofrer de problemas de saúde mental e que 12 tenham uma doença mental grave. A depressão é a doença mental mais frequente, sendo uma causa importante de incapacidade, enquanto em cada 100 pessoas, aproximadamente, uma sofre de esquizofrenia no mundo.

Assuntos Província » Huíla   Saúde  

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