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24 Abril de 2019 | 17h53 - Actualizado em 24 Abril de 2019 | 17h52

Assinala-se quinta-feira o Dia Mundial de Combate à Malária

Luanda - Assinala-se quinta-feira, 25 de Abril, o Dia Mundial de Luta Contra a Malária, instituído em 2007, durante uma sessão da assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS).

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Remédios anti-palúdicos recomendados pelo Ministério da Saúde.

Foto: Nelson Malamba

A efeméride tem como objectivo relembrar a existência da malária e incentivar o esforço global na luta contra a doença.

Segundo a OMS, a data constitui uma boa oportunidade para os países afectados trocarem experiências e apoiarem-se mutuamente, bem como para alertar a comunidade mundial, incluindo líderes políticos em países endémicos, a manterem o seu compromisso para fornecer acesso universal às intervenções contra a malária e acabar com o sofrimento desnecessário provocado por esta doença evitável e tratável.

A Malária é uma doença infecciosa transmitida pela picada da fêmea do mosquito Anófele, infectada por protozoários do género Plasmodium ou, mais raramente, por outro tipo de meio que coloque o sangue de uma pessoa infectada em contacto com o de outra sadia, como a partilha de seringas (consumidores de droga), transfusão de sangue ou até mesmo de mãe para feto, na gravidez.

Os sintomas mais comuns são: calafrios, febre alta (no início contínua e depois com frequência de três em três dias), dores de cabeça e musculares, taquicardia, aumento do baço e, por vezes, delírios.

África é o epicentro do flagelo da malária no mundo. O clima e o ambiente do continente propiciam a reprodução do parasita e do mosquito, que necessitam de uma temperatura ambiente mínima de 18ºC para se desenvolverem.

Diferentes tentativas para controlar a malária em África já foram implementadas. Nos anos 1950 e 1960, o insecticida DDT era abundantemente utilizado para combater o mosquito e para tratar os doentes; os hospitais prescreviam o medicamento Cloroquina.

Com o passar dos anos, a malária tornou-se resistente à Cloroquina, e a má aplicação do DDT (em virtude da falta de treino e orientação) comprometeu o combate ao mosquito em áreas abertas.

A solução mais eficaz a longo prazo é o desenvolvimento de uma vacina, cujo processo está em fase de ensaios clínicos em laboratórios. Há trabalhos também no desenvolvimento de uma nova droga, mais eficaz para o tratamento da doença à base de Artemisina, substância oriunda de ervas descobertas por pesquisadores chineses.

Em Angola, a malária representa um problema de saúde pública e é a primeira causa de morte, consultas médicas e de absentismo laboral e escolar, constituindo uma das principais causas de morbi-mortalidade perinatal, aborto, parto prematuro, de baixo peso ao nascer, de anemia em mulheres grávidas e de mortalidade materna.

A malária ainda representa cerca de 35 por cento da demanda de cuidados curativos, 20 por cento de internamentos hospitalares, 40 por cento de morte perinatal e 25 por cento de mortalidade materna.  

Durante o ano de 2018, segundo dados do Ministério da Saúde, Angola registou mais de  2,5 milhões de casos de malária, que vitimaram 3.364 pessoas.

Assuntos Saúde  

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