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25 Abril de 2019 | 14h23 - Actualizado em 25 Abril de 2019 | 14h37

Malária representa 20% dos internamentos em Angola

Luanda - A malária representa 20 por cento dos casos de internamento hospitalar e 40 por cento das mortes perinatais que acontecem em Angola, revelou, nesta quinta-feira, em Luanda, o secretário de Estado para a Saúde Pública, José Vieira Dias da Cunha.

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José Vieira Diasa, secretário de estado da saúde (arquivo)

Foto: Gaspar dos Santos

Dados oficiais do Ministério da Saúde (MINSA) indicam que, em  2018,  foram registados mais de 2,5 milhões de casos de malária e três mil 364 mortes.

A doença é uma das principais causas de baixo peso ao nascer, anemia em mulheres grávidas e de mortalidade relacionada ao parto e pós parto.

O responsável, que falava por ocasião do Dia Mundial de Combate à Malária, realçou que esta patologia representa ainda cerca de 35% da demanda de cuidados curativos e 25% da mortalidade materna.

Segundo o Inquérito de Indicadores Múltiplos e de Saúde 2015-2016, a prevalência é de 14%, sendo que 22% na zona rural e 8% na urbana.

Desde o inicio de Setembro de 2017, o Sistema Nacional de Vigilância Epidemiológica registou um aumento do número de casos e óbitos em todo país.

José Vieira Dias da Cunha disse ter plena consciência que, entre as doenças transmissíveis, a malária contribui com um peso maior nas altas taxas de mortalidade infanto-juvenil.

Para contrapor as consequências causadas pela doença, avançou o desenvolvimento de estratégias combinadas, com a participação de todos, de forma directa ou indirecta, para se repercutir na melhoria da condição de vida dos cidadãos.

O Minsa desenvolveu um programa multissectorial para o controlo da epidemia e, para a sua execução, o Executivo autorizou uma verba do OGE para a aquisição e aprovisionamento de medicamentos e meios médicos, com vários eixos de intervenção, nomeadamente a vigilância epidemiológica; controlo vectorial laboratorial e ambiental; gestão de casos e melhoria do diagnóstico e tratamento; comunicação e mobilização; e coordenação logística, monitorização e avaliação.

Orientou a Direcção Nacional de Saúde Pública a intensificar a campanha de comunicação, quer interna como externa, com prioridade para os parceiros do sector.

A propósito da polémica relacionada com o reagente ARIA, de testagem de VIH, o responsável adiantou que o Departamento Ministerial espera pelo resultados do inquérito realizado pela Procuradoria-geral da República (PGR).

O Dia Mundial de Combate à Malária foi instituído em 2007, durante uma sessão da assembleia da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Este ano, a efeméride tem como lema “Zero Malária começa comigo”, reconhecendo o papel que se pode e deve desempenhar para o fim da doença.

Assuntos Angola  

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