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16 Maio de 2019 | 19h00 - Actualizado em 16 Maio de 2019 | 18h59

Regularizados salários em atraso dos funcionários de hemodiálise

Lobito - Os sete meses de salários em atraso dos 140 funcionários distribuídos entre os centros de hemodiálise do Lobito e de Benguela já foram regularizados esta semana, pelo Instituto Angolano do Rim (IAR), apurou hoje a Angop.

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Centro de Hemodiálise

Foto: Gaspar dos Santos

Falando à Angop, nesta quinta-feira, a coordenadora administrativa e financeira do Centro de Hemodiálise do Lobito, Deisy Lutucuta, confirmou o pagamento dos salários atrasados dos meses de Outubro de 2018 a Abril de 2019, incluindo os subsídios de Natal de 2018, mas escusou-se a revelar o valor total da dívida.

No entanto, disse que as promessas da administração do Instituto Angolano do Rim há muito que eram conhecidas, mas só agora os trabalhadores das duas clínicas de hemodiálise da província de Benguela puderam ver nas suas contas os salários totalmente pagos, com a "garantia" de que a situação vivida não volta a ocorrer.

Sublinhando os transtornos enfrentados pelos funcionários, privados dos seus ordenados por sete meses, a responsável defende melhorias na situação financeira do Instituto Angolano do Rim, de forma que os centros de hemodiálise funcionem sem sobressaltos.

“Não foi a primeira vez que tivemos atraso de salários. Já temos tido essas dificuldades desde 2014”, recorda, notando que o pagamento trouxe ânimo aos trabalhadores, embora a maioria tenha de lidar agora com as dívidas feitas durante este período.

Opinião semelhante tem Laurinda Chipepe, responsável de Enfermagem do Centro de Hemodiálise do Lobito, que considera que há mais motivação no seio dos profissionais, o que melhora a prestação da assistência aos pacientes naquela unidade de saúde.

Destacou, por um lado, a postura do Instituto Angolano do Rim em honrar o compromisso de liquidar todos os salários até 15 de Maio e, por outro, o bom senso dos funcionários que, apesar das dificuldades, não se desviaram da missão de cuidar dos pacientes.

“Ninguém fica satisfeito de trabalhar sem salário, porque é bastante complicado”, realça, admitindo que os trabalhadores já estavam desesperados e que, se os salários não fossem pagos, poderia implicar uma greve ainda este mês, para pressionar a entidade patronal.

A trabalhar há cinco anos na clínica de hemodiálise do Lobito, a enfermeira Emiliana Capingãla não escondeu a sua satisfação logo que soube da “novidade”. Agora, diz ter condições para realizar alguns planos, como a aquisição de uma viatura de ocasião, já que tem tido dificuldades de apanhar táxi da Catumbela ao Lobito.

O Centro de Hemodiálise do Lobito emprega 63 funcionários, enquanto a unidade homóloga de Benguela conta com 77 trabalhadores, desde médicos nacionais e expatriados, enfermeiros, pessoal administrativo e auxiliares de limpeza.  

Sob gestão pelo Instituto Angolano do Rim, com o apoio do Ministério da Saúde, ambas as unidades de hemodiálise assistem em média mais de 130 pacientes com insuficiência renal, incluindo crianças dos 10 aos 14 anos.

O atraso no pagamento de salários tinha motivado os funcionários dos centros de hemodiálise dos municípios de Benguela e do Lobito a paralisar as suas actividades de 13 a 15 de Novembro de 2017. O regresso aos trabalhos só foi possível após um acordo com a direcção do Instituto Angolano do Rim.

Hemodiálise é um procedimento através do qual uma máquina limpa e filtra o sangue, ou seja, faz parte do trabalho que o rim doente não pode fazer. O procedimento liberta o corpo dos resíduos prejudiciais à saúde, como o excesso de sal e de líquidos.

As sessões de hemodiálise são realizadas geralmente em clínicas especializadas ou hospitais.

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