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26 Junho de 2019 | 18h06 - Actualizado em 26 Junho de 2019 | 18h06

Angola com mais de 300 mil casos de VIH/SIDA

Luanda - Dados estatísticos de 2015 e 2016 estimam que pelo menos 310 mil pessoas estejam a viver com o VIH/SIDA em Angola, uma prevalência actual de dois por cento, segundo o Ministério da Saúde.

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Leonardo Inocêncio, Secretário de Estado da Saúde para Área Hospitalar

Foto: Rosario dos Santos

Estes dados foram avançados hoje (quarta-feira) no município de Viana, em Luanda, pelo Secretário de Estado da saúde para área hospitalar, Leonardo Inocêncio europeu, durante a abertura da Assembleia-Geral de Renovação de Mandatos da Rede Angolana das Organizações Não-Governamentais de Luta Contra VIH/SIDA (ANASO).

De acordo com o responsável, até Dezembro de 2018 estavam  registados cerca de 75 mil pessoas para o tratamento com anti retrovirais.

Apesar dos esforços para a implantação da estratégia sobre a testagem e o tratamento, referiu o responsável, existe uma taxa de abandono ao tratamento de cerca de 50 por cento e com um percentual de 66 de transmissão do VIH de mãe para o filho.

Leonardo Inocêncio refere que o Ministério da Saúde está a promover mudanças na gestão do sistema nacional de saúde, a fim de torna-lo mais eficiente e humanizado, assim como tem feito advocacia a todos os níveis para a mobilização de recursos que permitam investimentos em melhorias e qualificação.

Exprimiu ainda que tem-se registado avanços significativos com a garantia de 33 por cento do Orçamento Geral de Estado (OGE) para o sector social, a obtenção de recursos para as compras agrupadas de medicamentos e investimentos em reabilitação de estruturas, os concursos públicos para admissão de quadros.

Enquanto isso, o representante do Programa das Nações Unidas Para o Desenvolvimento (PNUD), Paolo Balladelli, disse que a ANASO tem sido um modelo exemplar deste processo a quem o PNUD reconhece os esforços por ela empreendidos, manifestando o desejo de continuar a apoiar esta rede de organizações.

Precisou que a epidemia do VIH em Angola continua a ser um dos principais factores de preocupação, tanto para a comunidade nacional como internacional, tendo realçado que apesar disso, os resultados alcançados até agora são encorajadores.

Disse ainda, que desde a fundação da ANASO em 1994, o PNUD tem-se esforçado, tanto directa como indirectamente, em assegurar e garantir o envolvimento das Ongs nos diferentes programas e processos de desenvolvimento em curso em Angola, e particularmente aqueles financiados pelo Fundo Global.

Participam no evento, que termina hoje com a eleição dos novos corpos directivos da ANASO, várias individualidades nacionais e internacionais e activistas da luta contra o VIH/SIDA.   

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