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11 Setembro de 2019 | 19h00 - Actualizado em 11 Setembro de 2019 | 18h53

Instituto regista 22 casos de doença do sono em seis meses

Luanda - O Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase (ICCT), localizado no município de Viana, em Luanda, registou 22 casos de doença de sono durante o primeiro semestre de 2019.

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Laboratório do Instituto da Doença de Sono (Arquivo)

Foto: ANGOP

Em entrevista hoje (quarta-feira) à Angop, a directora geral da  instituição de saúde, Constantina Machado, disse que em  2018 foram registados 79 casos.

Constantina Machado afirmou que na província do Uige, a mais endémica, foram registados 13 casos no primeiro semestre de 2019 e 52 casos em 2018.

Instituto de Combate e Controlo da Tripanossomíase (ICCT) detectou, este ano, três casos de doença do sono na província de Luanda e dois casos no Bengo, Zaire e Cuanza Norte, respectivamente.

Em 2018, segundo a directora, foram registados na província do Cuanza Sul 12 casos, sete em Luanda, no Bengo e Zaire foram diagnosticados quatro casos cada.

A responsável frisou que em Maio de 2019 foram redobrados os trabalhos de prospecção activa  nas províncias do Uige e Cuanza Norte, onde foram colocadas mil 850 armadilhas e capturadas 443.229 mil moscas.

Constantina Machado precisou que, neste momento, o instituto está  engajado na eliminação da doença até 2025 em todo o território nacional, trabalhando nos sistemas de prospecção activa e passiva.

A prospecção activa consiste na deslocação de uma equipa médica nos locais onde existe o vector da doença do sono, de modo a  estancar o problema, enquanto a passiva decorre no momento em que o doente procura a unidade sanitária para ser assistido.

Realçou, por outro lado, que o paciente diagnosticado é submetido a um tratamento com a duração de dez dias, depois deste período é feito um controlo durante dois anos para definir se a pessoa está ou não curada.

Indicou ainda que o trabalho da prospecção activa e passiva está a ser desenvolvido nas províncias de Luanda, Uíge, Malanje, Cuanza Norte, Zaire, Bengo e Cuanza Sul, consideradas as mais endémicas.

A directora afirmou que foram adquiridos mais de 25 mil testes rápidos para serem distribuídos nas regiões mais endémicas.

De acordo com a médica, o instituto da doença do sono optou por  formar alguns enfermeiros dos hospitais Mãe Jacinta, Zango e Capalanga para atender os pacientes suspeitos que se dirigirem as unidades sanitárias, evitando assim as enchentes no ICCT.

A responsável afirmou que o ICCT conta, neste momento, com quatro médicos, sendo dois de carreira, oito enfermeiros e 11 técnicos de laboratório.

A directora apontou como maior dificuldade do ICCT, a péssima condição em que se encontra a via de acesso para o instituto, assim como a inundação do quintal durante a época chuvosa.

Fez saber que essas dificuldades são do domínio do Ministério da Saúde que destacou uma equipa do Instituto Nacional da Estrada (INEA) para  asfaltar a rua principal que liga à instituição.

O instituto que depende do Orçamento Geral do Estado (OGE) tem parcerias com a Organização Mundial da Saúde (OMS), Fundação de Inovação de Novos  Diagnósticos (FIND) e Campanha Panafricana de Erradicação da Mosca das Tripanossomíases (PATTEC).

Na nova orgânica do MINSA, o ICCT situa-se como um instituto assistencial especializado, local onde são definidas as políticas quer de prevenção da doença  como da promoção da Saúde

O Instituto de Combate e Controlo das Tripanossomíase (ICCT) é um órgão afecto ao Ministério da Saúde (MINSA) e antes de 2014 era denominado como Hospital do Sono.

Assuntos Doença   Província » Luanda  

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