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11 Setembro de 2019 | 16h38 - Actualizado em 11 Setembro de 2019 | 16h38

Médico Filomeno Fortes quer centros de pesquisas

Lubango - O director do Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, Filomeno Fortes, apontou, nesta quarta-feira, no Lubango, a necessidade da criação de centros de investigação regionais.

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médico Filomeno Fortes

Foto: Alberto Julião

O médico angolano defendeu a ideia numa conferência sobre perspectivas de cooperação entre as várias instituições públicas e privadas e o Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, promovida pela Faculdade de Medicina da Universidade Mandume.

Para o especialista, apesar de Luanda ter um centro de âmbito nacional, devse-se instalar, na Huíla, Uíge, Huambo e Malanje, centros onde se possam fazer exames de diagnóstico e estudos de pesquisas mais evoluídos.

“(…) porque se tiver uma suspeita de paralisia infantil no Cunene, até a amostra ser colhida a nível do município, chegar a sede da província e transportada para Luanda, muitas vezes chega sem qualidade e a resposta que é dada para a tomada da acção também chega atrasada”, frisou o especialista em doenças tropicais.

Filomeno Fortes adiantou que uma aposta nesse sentido dará lugar a implementação de cursos técnicos de forma regionalizada, num país tropical e típico em doenças transmissíveis e negligenciadas.

“A formação tem de ser o nosso foco para que possamos desenvolver políticas e estratégias adequadas. A minha função no instituto, para além das inerentes a própria instituição, será reforçar os países da CPLP. Mas Angola terá uma atenção especial, porque temos um potencial grande na Huíla para mestrados e doutoramentos, curso de curta duração, e ajudar na formulação de políticas, supervisão de programas e contribuir para a busca de apoios para a implementação de projectos prioritários”, frisou.

Realçou que se deve prestar maior atenção às doenças zoonóticas, que são transmitidas entre animais e destes para os seres humanos, constituindo um perigo à saúde pública e um peso na economia, já que Angola vive desse tipo de enfermidades.

Indicou igualmente a necessidade de se controlar a febre tifóide, pois há no país um “exagero” no diagnóstico da doença, que leva à uma exacerbada administração de antibióticos, que conduz a resistência a esses fármacos, pelo que o seu tratamento deve ser prioritário.

Assuntos Província » Huíla   Saúde  

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