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14 Janeiro de 2020 | 10h07 - Actualizado em 16 Janeiro de 2020 | 12h59

Sanatório do Lubango regista aumento de mortes por tuberculose

Lubango - Trezentas e 77 pessoas morreram em 2019, vítimas de tuberculose, no Hospital Sanatório do Lubango, província da Huíla, o que representa um aumento de 45 óbitos em relação a 2018.

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A tuberculose é uma infecção causada por um micróbio denominado "bacilo de Koch", que se inicia nos pulmões e pode espalhar-se para as outras partes do corpo, como a coluna ou cérebro. É transmitida através de gotículas espalhadas ao ar por uma pessoa com doença, quando ela espirra, tosse, fala ou ri.

Em declarações hoje (terça-feira) à Angop, o director clínico da unidade sanitária local, Lourenço Kotele, disse que as mortes fazem parte dos dois mil 528 casos diagnosticados, dos quais mil 371 deram positivo.

Detalhou que as mortes foram por tuberculose pulmonar (177), tuberculose e VIH/Sida (95), pneumonia bacteriana (80), tuberculose miliar (17), malária (05), insuficiência cardíaca, cirrose hepática e tuberculose óssea, com um caso cada, envolvendo maioritariamente homens dos 25 aos 64 anos de idade.

Segundo o responsável, maior parte das mortes é de doentes que recorreram à unidade sanitária com o histórico de estada de seis meses ou mais tempo de evolução da enfermidade, com um tratamento tradicional.

"Os doentes acorrem à unidade, na sua maioria, com complicações como o emagrecimento, dificuldades respiratórias, com o pulmão com lesões extensivas", disse.

“É difícil salvar o paciente, pois chega com uma imunidade reduzida, fruto de medicações não autorizadas", acrescentou.

Alertou que todo o doente sintomático respiratório, com mais de duas a três semanas, deve procurar, imediatamente, pelos serviços de saúde, sendo uma doença que se trata ao domicílio e não mata quando é descoberta na hora.

Fez saber ainda que a melhor forma de lidar com a doença é a prevenção do ponto de vista de contágio e, quando acometido por um quadro de tosse, as pessoas devem recorrer às unidades de saúde mais próximas das suas residências.

Nesta perspectiva, argumentou, a instituição pretende unir-se aos órgãos da Comunicação Social local, para sensibilizar as populações sobre as medidas de prevenção e, assim, diminuírem as mortes na unidade, bem como a acorrerem aos centros médicos e postos de saúde por qualquer sintoma da doença.

"A nossa intenção é de vermos reduzido o número de mortes até cinco por cento, que, para tal, vimos reforçados, igualmente os serviços com uma equipa de urgência em Dezembro de 2019, no sentido de os doentes que chegam em fase crítica possam ter um médico para poder actuar na hora, o que não existia em 2018", augurou.

A província da Huíla conta com 21 unidades capazes de assistir a casos desta doença, distribuídos pelos 14 municípios. A única unidade com capacidade de diagnósticos de casos complexos e tratamento é o Sanatório do Lubango.

Moxico

Vinte óbitos por tuberculose foram registados durante o ano passado, no Hospital Sanatório da província do Moxico, menos 42 do igual período anterior.

Segundo um documento, dos três mil e 724 pacientes que afluíram, em 2019, às consultas externas da referida unidade hospitalar, 556 foram diagnosticados com a patologia.

Acrescenta que no mesmo período, o hospital diagnosticou também, 183 casos positivos de malária, 140 de HIV/ SIDA, 15 de tuberculose extra-pulmonar, bem como registou oito recaídas de pacientes com tuberculose pulmonar.

A nota indicou que no período em referência, o Centro Hospitalar internou, 137 doentes dos quais 98 tiveram alta por melhorias, 19 foram transferidos para outras unidades sanitárias, 556 fizeram tratamento ambulatório.  

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