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21 Fevereiro de 2020 | 14h45 - Actualizado em 21 Fevereiro de 2020 | 17h39

Hospital regista cinco casos diários de abortos provocados

Ndalatando - O Hospital Materno-Infantil da província do Cuanza Norte regista cinco casos de abortos provocados/dia, a maioria dos quais envolve mulheres dos 18 aos 30 anos de idade.

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Durante o ano de 2019, 358 mulheres foram assistidas, no referido hospital, na sequência de abortos provocados e espontâneos, registando-se uma redução de 106 casos em relação a 2018.

O director clínico da referida unidade sanitária, Fidel João Hebo, esclareceu que alguns casos de abortos clandestinos foram reportados ao Serviço de Investigação Criminal (SIC), para efeito de responsabilização criminal das pessoas envolvidas, por ser passível de penalização, à luz da lei.

A maioria das mulheres assistidas, explicou, justificou que provocaram o aborto devido ao facto de os seus parceiros não assumirem a gravidez e por não terem recursos financeiros, para prosseguir com a gravidez.

Fidel Hebo alertou que os abortos clandestinos acarretam sérios riscos físicos e emocionais, principalmente infertilidade, hemorragia, infecção uterina, infertilidade, septicemia, mortes e outras sequelas.

No mesmo período, referiu, a instituição assistiu 2.907 mulheres em trabalho de parto, menos 35 em relação ao ano anterior, 427 das quais foram submetidas a cesariana, com um balanço de 195 nados mortos.

Campanhas de sensibilização

Para se inverter o quadro, disse, têm realizado palestras e promovidas campanhas de sensibilização às mulheres em idade fértil.

Apontou a auto-medicação, ingestão indevida de medicamentos, incumprimento dos conselhos médicos e inobservância das consultas pré-natais como causas dos abortos registados, além das gravidezes utópicas e miomas.

Com a disponibilização dos serviços de urologia, o hospital materno-infantil do Cuanza Norte tem estado a solucionar o problema de doenças deste fórum e de um grande número de casais com problemas de fertilidade.

Inaugurado em 2012, em Ndalatando (capital da província), o Hospital Materno-Infantil do Cuanza Norte tem uma capacidade de internamento de 140 camas, distribuídas pelas áreas de maternidade e pediatria.

A instituição dispõe dos serviços de ginecologia, neonatologia, urologia, imagiologia e pediatria, assegurados por 15 médicos nacionais e expatriados, cuja maioria é de nacionalidade cubana.

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