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01 Maio de 2020 | 11h10 - Actualizado em 01 Maio de 2020 | 11h09

COVID-19: PERGUNTAS E RESPOSTAS

Os coronavírus são uma grande família de vírus que causam doenças que variam do resfriado comum a doenças mais graves, como a Síndrome Respiratória do Médio-Oriente (MERS) e a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS).

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Dístico do COVID-19, novo Coronavírus

Foto: Divulgação

O que é o novo coronavírus? 

O novo coronavírus é um novo tipo de vírus da família Coronaviridea, que não tinha sido previamente identificado em humanos. O novo coronavírus, designado por SARS-CoV-2, que significa Severe Acute Respiratory Syndrome (Síndrome Respiratório Agudo Grave)-Coronavírus–2, foi identificado, pela primeira vez, em Dezembro de 2019, na cidade chinesa de Wuhan. 

Como surgiu o novo coronavírus? 

Sabe-se que os vírus do grupo coronavírus circulam na natureza a nível de animais (habitualmente os reservatórios são os morcegos). Nas doenças anteriores SARS-2002 e MERS-2012-2013, outros animais estiveram envolvidos antes de ser transmitido ao homem.  

Estão a ser feitos estudos para determinar, com exactidão, qual foi o animal envolvido na transmissão do SARS-COV-2 ao homem.  

Os animais domésticos podem transmitir a COVID-19? 

Não se sabe se os animais domésticos podem transmitir o vírus a humanos. Há evidências de que os animais de estimação podem contrair a COVID-19 a partir de humanos, com registos de cães e gatos infectados pelos donos.  

Em resposta a esta informação e por uma questão de prevenção, a OMS e o Centro para a Prevenção e Controlo de Doenças (CDC) passaram a recomendar a higiene reforçada, depois do contacto com os animais de estimação e o afastamento de pessoas infectadas dos seus animais. 

A COVID-19 é o mesmo que a SARS (Síndrome Respiratório Agudo Grave)?  

Não. A COVID-19 não é o mesmo que a SARS. A COVID-19 (do inglês: Corona Virus Disease 2019) ou doença provocada pelo novo coronavírus é a designação dada pela Organização Mundial da Saúde para identificar a doença infecciosa causada pelo SARS-CoV-2.

É uma doença mais recente, semelhante ao SARS-2002. No entanto, é muito mais agressiva e altamente transmissível.  

Como se transmite? 

A COVID-19 é transmitida: 

  1. De uma pessoa doente para a outra sem a doença, quando estão muito próximas: pela passagem de pequenas gotas que saem do corpo ao tossir, falar ou espirrar, 
  2. Pelas mãos que ficam contaminadas quando a pessoa doente pega na boca, nariz ou olhos, quando aperta as mãos ou abraça, quando toca em locais que podem estar contaminados, como mesas, corrimão das escadas e puxadores de portas, etc. 
  3. Quando se esta a tratar de doentes e não se utilizam as medidas de protecção individual. 

Qual é o grupo com maior risco de ficar doente pela COVID-19?

Pessoas de todas as idades e de ambos os sexos podem ser infectadas pelo novo coronavírus. Contudo, existem alguns grupos de pessoas que têm maior possibilidade de desenvolver doença grave quando são infectadas, que são: 

  1. Pessoas mais velhas que têm 60 anos ou mais;
  2. Pessoas de qualquer idade e sexo que têm doenças crónicas como diabéticos, hipertensão, insuficiência cardíaca e dos rins;
  3. doentes que fizeram transplantes, doentes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC);
  4. os que têm SIDA, hepatite, obesos, com câncer, com cirrose hepática, com doença das artérias coronárias, com doenças autoimunes (lupus, artrite reumatóide, doenças da tiróide);
  5. todas outras doenças que diminuem as defesas do organismo ou o estado imunológico.  

Quais os sintomas e sinais da COVID-19? 

Os sintomas e sinais da COVID-19 são muito variáveis. Na maioria dos casos (80%), as pessoas infectadas, principalmente crianças e jovens, podem ter sintomas e/ou sinais ligeiros da doença, não necessitando de hospitalização. 

Os sintomas mais comuns são: febre com arrepios de frio, mialgias (dores musculares), artralgias (dores articulares), sensação de mal-estar geral, astenia (fraqueza), anorexia (falta de apetite), tosse seca, espirros, dor, irritação na garganta e falta de ar (dispneia).

Sintomas menos comuns, mas que podem surgir são: dor de cabeça, tonturas, conjuntivite, perda do olfacto (não sente o cheiro), diarreia e vómitos.

Apenas 5 % dos casos são considerados graves. Nestes casos, o doente pode ter insuficiência respiratória grave (falta de ar muito grave), infecção geral do organismo e falência orgânica generalizada, ou seja, quando o organismo deixa de funcionar por completo. Nestes casos, os doentes necessitam de internamento em unidades de cuidados intensivos (UCI). 

Qual o período de incubação? 

O período médio de incubação é de 0 a 14 dias. 

Existe uma vacina? 

Ainda não. Até ao momento, não há vacina contra a COVID-19. As possíveis vacinas estão actualmente sob investigação. Elas estão a ser testadas através de ensaios clínicos. A OMS está a coordenar os esforços para desenvolver vacinas. 

Existe tratamento? 

Não existe ainda um tratamento específico para a COVID-19. Não existe a comprovação de que os medicamentos que têm sido utilizados nos diferentes países sejam realmente eficazes. 

Para os doentes da COVID-19, que não apresentam sintomas graves, recomenda-se: estarem isolados e tratados em hospitais com boas condições de isolamento e proteção, o tratamento em geral inclui repouso e tratamento dos sintomas. Como a febre é um sintoma comum, o uso dos antipiréticos (medicamentos para diminuir a febre), deve ser muito cauteloso, prestando atenção ao número de vezes a tomar por dia e a dose do medicamento.  

Os doentes graves devem ser internados na Unidade de Cuidados Intensivos (UCI), o mais rápidamente possível. Durante o internamento, para além do tratamento das principais complicações, devem beneficiar do tratamento específico para o vírus a que chamamos de medicamentos antivirais.  

Os antibióticos são efectivos para o tratamento da COVID-19? 

Os antibióticos não são efectivos contra vírus, apenas contra bactérias. A Covid-19 é uma doença viral e, como tal, os antibióticos não devem ser usados para a sua prevenção ou tratamento. Utilizá-los não terá resultado e poderá contribuir para o aumento das resistências a antimicrobianas.

Quando se deve fazer o teste diagnóstico específico para o novo coronavírus? 

Neste momento, o teste específico de diagnóstico reserva-se para os casos suspeitos da Covid-19, ou seja para pessoas com sintomas de doença e que nos 14 dias anteriores estiveram numa localidade com “transmissão comunitária” pela COVID-19 ou em quem esteve em contacto com pessoas infectadas ou doentes.  

Para além disso, os serviços de saúde testam as pessoas que estiveram nos últimos 14 dias em países com “circulação comunitária” do vírus, os contactos dos casos prováveis ou confirmados de COVID-19 (como sejam familiares que vivem na mesma residência e outros).  

Como se pode prevenir?  

A doença passa rapidamente de uma pessoa para a outra. Por este motivo, é obrigatório o cumprimento de todas as medidas de prevenção. Estas medidas diminuem a possibilidade de o vírus entrar no nosso organismo e provocar a doença. 

Para prevenir a doença devemos:

  1. Lavar frequentemente as mãos com água e sabão comum, mesmo que elas pareçam limpas, sobretudo antes de comer; 
  1. Evitar contacto próximo com pessoas com febre, espirro, tosse ou dificuldade de respirar;
  1. Ao tossir ou espirrar, tapar a boca com um lenço de papel que deve ser deitado fora imediatamente ou no braço dobrado;
  1. Não partilhar objectos de uso pessoal, como talheres, pratos, copos ou garrafas;
  1. Evitar estar em locais com muita gente e ambientes fechados;
  1. Usar máscara sempre que estiver perto de outras pessoas, especialmente em espaços fechados (Táxi, Banco, Loja, Praça, etc.)
  1. Manter uma distância de pelo menos 1 metro, das outras pessoas.
  1. Quando for orientado, respeitar o confinamento (não circular, ficar em casa sempre que possível). 

É recomendado o uso de máscaras? 

Sim. De acordo com a circular nº 6/2020 do Gabinete da Direcção Nacional de Saúde Pública do Ministério da Saúde (MINSA), o uso de máscaras é obrigatório. Está indicado para as pessoas com febre, tosse ou espirros, profissionais que prestam cuidados a pessoas suspeitas da doença ou que prestam atendimento ao público.

Toda a população é encorajada a usar máscara facial, quando estiver na rua, nos mercados, nos transportes públicos, ou em locais fechados com muitas pessoas, tais como bancos, lojas, local de trabalho. Esta é uma medida que, juntamente com o distanciamento social, a higiene das mãos e a etiqueta respiratória, contribuem para a redução da cadeia de contágio. 

Como viajante, o que devo fazer?

Para viajantes regressados das “áreas com transmissão comunitária” e que apresentem sintomas sugestivos de doença, durante ou após a viagem, antes de se deslocar a uma unidade de saúde, se estiver em Luanda ou Benguela, ligar para o 111, informando sobre a sua condição de saúde e história de viagem.

Se estiver em outra província, dirigir-se à unidade sanitária mais próxima e avise imediatamente à entrada o que se passa.

Quando é que uma pessoa pode ser considerada um contacto?

É considerada contacto uma pessoa com qualquer um dos seguintes critérios:  

  1. Estar envolvida no atendimento directo aos pacientes com COVID-19, ter trabalhado com profissionais de saúde infectados com novo coronavírus, ter visitado ou permanecendo no mesmo ambiente de pacientes com a doença; 
  1. Ter trabalhado juntos, em proximidade ou compartilhando o mesmo ambiente de sala de aula, com um paciente com COVID-19;

  

  1. Ter viajando com um paciente com COVID-19 em qualquer tipo de transporte;  
  1. Morar na mesma residência com um paciente da COVID-19 dentro de um período de 14 dias, após o início dos sintomas. 

Qual é a taxa de letalidade da COVID-19?

Segundo a OMS, a COVID-19 é mais letal, ou seja, mais pessoas morrem do que com a gripe comum, apresentando uma taxa de letalidade de cerca de 3,5%. Significa que, em 100 casos de COVID-19, morrem mais ou menos quatro pessoas.  

Quais são as orientações para as visitas aos hospitais e lares de idosos?

O estado de Emergência proíbe a visita aos hospitais.  

Para fazer visitas aos lares de idosos, deve-se ter em conta que, se eles tiverem a doença, podem ficar muito graves e morrer. Por isso, só se deve fazer a visita se for indispensável. 

As visitas aos hospitais ou lares de idosos devem reduzir-se ao máximo, em periodicidade, quer dizer, no número de dias na semana e também em relação ao número de visitantes por doente ou idoso. Neste último caso, deverá ser um visitante por doente ou idoso.  

O visitante deve seguir todas as recomendações que já estão estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde:  

Neste caso específico, deve:

  1. Lavar muito bem as mãos com água e sabão ou desinfectar com álcool gel a 70%; 
  1. Usar máscara, da mesma forma que o visitado (colocar uma máscara nova ou limpa, se for de pano);
  1. Colocar uma bata descartável;

  

  1. Manter o distanciamento físico com o idoso ou doente dentro do quarto, de 1 metro, no mínimo, e não tocar no doente ou idoso, não apertar a mão, nem beijar ou abraçar;  
  1. Se levar alguma coisa, cuidar muito bem da higiene, evitando assim transportar o vírus para dentro do lar; 
  1. Ficar o menos tempo possível. 

As actualizações deste espaço contam com o concurso do Grupo de Trabalho para o Apoio Técnico-Científico para o Controlo da Pandemia por Coronavírus. 

Assuntos Angola   Saúde  

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