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24 Novembro de 2002 | 16h39

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Sebastião Coelho, um dos decano do jornalismo em Angola

Foto: Foto Angop

Luanda, 24/11- A União dos Jornalistas Angolanos (UJA)lamentou hoje a morte de Sebastião Coelho, considerado "um dos maiores profissionais" da classe jornalística do pais.

Numa nota assinada pelo seu secretário geral,Manuel Miguel de Carvalho "Wadijimbi", a UJA apresenta as suas "sentidas condolências à família enlutada" e enaltece os feitos do jornalista Sebastião Coelho em prol do desenvolvimento do jornalismo em Angola, com destaque para a sua obra literária intitulada "Angola, História Estórias da Informação", já com duas edições, a última das quais melhorada.

O documento refere que o desaparecimento físico de Sebastião Coelho, ocorrido sexta-feira, em Buenos Aires, "é, para a classe, uma perda irreparável, mas que o seu esforço em prol do jornalismo angolano continuará presente na memória dos membros da classe".

Na sua obra, Sebastião Coelho aborda vários aspectos do jornalismo angolano que vão desde o tempo colonial até à altura da ascensão de Angola à Independência Nacional, em 11 de Novembro de 1975.

O conceituado jornalista refere que tinha conhecimento de que o livro "Informação de Angola", que publicou em 1977, continuava a ser procurado, especialmente por estudantes de jornalismo, na sua contínua busca de respostas que, aparentemente, não encontram noutro lugar.

Depois da necessária revisão e ter obtido apoio económicopara a impressão, em 1992 entregou esse original a União dos JornalistasAngolanos (UJA) cujos dirigentes prometram ocupar-se do assunto, tanto mais que o autor doava os direitos de autor para a criação de prémio jornalístico.

"E se a crónica jornalística oferece a primeira versão da história e é o registo imediato de acontecimentos cuja cronologia e importânciasó o tempo vai determinar, relendo o livro Informação de Angola surpreendi-me com a previsão e confirmação posterior de muitas coisas que escrevi", lê-se na nota prévia do autor de "Angola, História e Estórias da Informação", publicado em Março de 1999.Sebastião Coelho, a partir de Buenos Aires, onde residia há mais de 30 anos, manteve contacto, em termos profissionais, com o país através de crónicas que enviava à emissora radiofónica LAC- Luanda Antena Comercial, no final das quais se despedia com a célebre expressão "munguêno" (até amanhã, em língua nacional Kimbundo).