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24 Abril de 2012 | 14h29 - Actualizado em 24 Abril de 2012 | 14h29

OPAIA Ambiente prevê levar água potável a regiões longínquas do país

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Luanda - Setecentos mil dólares americanos é o montante que a empresa OPAIA Águas, do grupo com o mesmo nome, investe para o tratamento de água, em todo país, para beneficiar populações de zonas isoladas com aglomerado de 500 a dois mil habitantes.

A informação foi prestada hoje, em Luanda, pelo responsável para coordenação técnica do projecto, Hélder Alves, em conferência de imprensa para a sua apresentação, na presença do Presidente do Conselho de Administração do grupo OPAIA Ambiente, Agostinho Kapaia e de dois administradores técnicos.

De acordo com Hélder Alves, cada sistema está concebido para receber energia de grupos geradores, da rede ou baterias, mas vão funcionar com placas solares. O valor de aquisição oscila entre os 50 mil e os 120 mil dólares americanos, tendo o modelo mais pequeno uma capacidade de produzir dois mil litros de água por hora.

Segundo o responsável, o custo poderá variar de região para região dada as especificidades das mesmas, visto que em Angola não tem carência de água, mas há populações que utilizam água não tratada, daí que a distância da captação à distribuição vai ditar o real valor, mas o custo previsto percapta vai entre os 40 e 50 dólares americanos.

“O projecto denominado Meña vai captar água consoante as condições da região, que pode ser em rios, lagos, lagoas, poços e ou água salgada, através de unidades móveis que utilizam energia solar, com o sistema de membranas de ultrafiltração”, explicou.

Este sistema, acrescentou, ao contrário  de areia usada convencionalmente, só pelo simples facto de a água passar por ele já fica tratada e própria para o consumo humano sem precisar de outro tipo de produto para desinfectar.

Para o também responsável pelo desenvolvimento de produtos da OPAIA Águas, nas filtrações em areia as bactérias e os vírus passam e para se consumir precisa usar produtos como o cloro, neste processo não, porque tira todas matérias orgânicas, vírus e as bactérias.

Como se trata de um projecto concebido e pensado para a realidade angolana, disse, os técnicos têm feito uma analise do local de captação, estudos sobre a qualidade da água, bem como adequá-lo as condições de montagem as necessidades das populações e para manter a funcionalidade dos equipamentos a empresa está a recrutar e formar técnicos locais.

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