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28 Maio de 2013 | 16h01 - Actualizado em 28 Maio de 2013 | 15h57

Cidade do Sumbe completa hoje 57 anos

Kwanza Sul

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Sumbe - A cidade do Sumbe, capital da província do Kwanza Sul, comemora hoje 57 anos de existência desde que, a 28 de Maio de 1956, pelo diploma legislativo número 2.757, foi elevada à categoria de cidade.

De acordo com dados históricos sobre a cidade do Sumbe , a 7 de Janeiro 1769, o capitão-mor da Muxima, José Rodrigues, sob mando do então governador Inocêncio de Sousa Coutinho, a oficializou com a obrigação de aí instalar um presídio com o nome de Novo Redondo.

A vila foi, pela primeira vez, visitada pelo Chefe de Estado português da altura, general Francisco Higino Craveiro Lopes, em 27 de Junho de 1954, e pelo decreto número 40.225 de 20 de Julho de 1955 é elevada à capital do distrito.

Porém, apenas a 28 de Maio de 1956, pelo diploma legislativo número 2757, é elevada à categoria de cidade.

 O então Novo Redondo, hoje Sumbe, foi motivada da necessidade de defesa contra as incursões dos piratas ingleses e franceses e na ligação entre os reinos de Luanda e de Benguela, bem como das minas de cobre.

A fundação iniciou-se em 1768 quando o governador Inocêncio de Sousa Coutinho ordenou a uma brigada de engenheiros para fazer a escolha do local onde se instalaria o então Novo Redondo.

Para a instalação do presídio embarcaram 100 homens com dois canhões sob comando dos capitães Joaquim Monteiro de Morais e António José da Costa, enquanto a primeira igreja foi edificada em 1811.

A sua evolução deu-se a partir de 1785 com a construção da primeira fortaleza de pedra, ao passo que os primeiros serviços de saúde foram constituídos em 1872, pelo médico Francisco Joaquim Vieira, enquanto o Sumbe tornou-se na primeira cidade angolana a ter iluminação domiciliária fornecida a partir da barragem hidroeléctrica do rio Cambongo.

A primeira rede de distribuição domiciliária foi instalada há 70 anos, seguidamente ampliada e melhorada com a actual estação de captação e tratamento há 47 anos.

Com uma população constituída por cerca de 35 mil habitantes, as etnias predominantes são: os Mupindas, Musseles, Bailundos, Lumbos e Amboins.

Segundo o historiador angolano Mendes Lopes, a cidade recebe o nome de Sumbe por ser uma região onde se vendiam muitos escravos e pessoas da região do planalto para lá se deslocavam-se para comprarem sal e efectuar outras trocas comerciais.

 As obras de requalificação das infra-estruturas integradas da cidade do Sumbe tiveram inicio há cerca de uma semana.

A empreitada visa , de acordo com o administrador municipal, Américo Alves Sardinha , o melhoramento do sistema de fornecimento de água, pavimentação das ruas, macro drenagem das águas residuais, iluminação pública, saneamento básico, entre outros.

De acordo com o responsável, o arranque das obras marcou uma viragem no quadro que caracteriza a capital da província do Kwanza Sul.

“O objectivo principal é de criar melhores condições de vida para os munícipes e também projectar o futuro que se almeja no quadro do desenvolvimento das cidades,” disse.

Actualmente, o sector da Educação no Sumbe conta com 68 estabelecimentos escolares, com um global de 732 salas de aula e 60 mil e 80 alunos, um Instituto Nacional de Petróleo, onde são formados técnicos médios em diversas áreas deste ramo, um pólo universitário, bem como um centro de formação de professores e um pré-universitário, entre outros.

No domínio da Saúde, conta com um hospital municipal, 24 postos, cinco centros, 132 enfermeiros, 14 técnicos de diagnóstico terapêutico, 31 promotores, 54 administrativos e 12 médicos estrangeiros (dois de nacionalidade vietnamita e um coreano).

Sobre a energia, a rede tem cinco mil e 161 consumidores (cidade) e é fornecido a partir da barragem do Cambambe (Kwanza Norte).

No concernente à água, é assegurada por uma central de captação junto do rio Cambongo e ao nível da cidade abrange, além da periferia, mil e 278 residências canalizadas.

O Sumbe , com uma população estimada em 305 mil e 802 habitantes e uma extensão de cinco mil e 100 quilómetros quadrados, está administrativamente dividido em três comunas, designadamente Gangula, Kicombo e Gungo, sendo a agropecuária e pesca as principais actividade da sua população.

A data era comemorada a 7 de Janeiro, porém desde hoje a administração municipal ditou a realização das suas festividades para 28 de Maio.

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