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03 Setembro de 2013 | 19h46 - Actualizado em 03 Setembro de 2013 | 19h46

Administrador apela mais apoio para o Lobito

O administrador do Lobito, Amaro Ricardo Segunda, considerou, nesta cidade, desajustado e desproporcional à realidade objectiva o estatuto atribuído ao Município, no domínio financeiro, por ser igual a tantos outros com menos densidade demográfica e com inferiores infra-estruturas.

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Numa cerimónia alusiva ao centenário da cidade do Lobito, assinalado a dois de Setembro, Amaro Segunda lamentou  nesse dia(ontem) a exiguidade de verbas para a gestão daquele município, que  conta com cerca de um milhão de habitantes entre mais de 250 mil crianças até aos cinco anos, particularmente nos cuidados primários de saúde.

Isto cria muitas dificuldades, porque somos colocados, em termos financeiros, com o  mesmo tratamento que municípios que  atendem  apenas  20 mil pessoas, apontou, reiterando que o território que dirige deve ser visto com base na sua realidade.

Contudo, manifestando optimismo no futuro, o Administrador do Lobito vaticinou que a julgar pelo crescimento da urbe, os próximos cem anos serão de glória porque o município vai orgulhar, com o seu trabalho, as próximas gerações.

Por seu lado, o governador de Benguela, Isaac dos Anjos, na sua intervenção no acto comemorativo dos 100 anos do Lobito, enalteceu o desenvolvimento da cidade,   cuja história está marcadamente assente nos  Caminhos de Ferro de Benguela e no  porto deste Município,  onde o executivo protagonizou investimentos milionários na sua modernização e ampliação.

Os lobitangas estão de parabéns, assinalou, por terem sabido preservar este património tão importante para a vida de todos, por isso, "agradeço a todas autoridades locais, nomeadamente administrativas, tradicionais, militares, para-militares, religiosas e cívicas, pelo contributo em prol da manutenção destes equipamentos".

Isaac dos Anjos disse ainda que o Lobito registou uma considerável pressão humana, além de ver-se amputado de uma das suas componentes importantes, com o surgimento do município da Catumbela que herdou parte da rede industrial espaços agrícolas.

 Isto, acrescentou, vai levar com que o Lobito evolua a partir da região do Biópio para a Hanha do Norte, onde mais de oito mil hectares foram identificados, estando em processo de talhonamento que vai dar lugar ao loteamento e urbanização.

Manifestando satisfação pelo ressurgimento dos flamingos, aves há algum tempo desaparecidas, que representam a principal marca da cidade, o governador de Benguela prometeu  dar continuidade ao trabalho de recuperação ambiental que facilita o reaparecimento dessa espécie rara.

Ainda no quadro das realizações e melhoria do nível de vida da população do Lobito, o governador prometeu igualmente livrar a cidade da produção de sal em “condições inadequadas como se faz até aqui”, o que deverá facilitar a promoção de um concurso internacional para a sua requalificação.

Por outro lado, sublinhou a necessidade de se fazer um esforço para que não aconteça na futura Refinaria do Lobito "o que sucedeu com a Refinaria de Luanda", nomeadamente a falta de ordenamento da área envolvente da refinaria, situação que deve ser acautelada no Lobito.

 Por último, Isaac dos Anjos disse que enquanto haver escassez de terras para a construção da administração local, vai continuar a trabalhar sob pressão dos citadinos, porém, o governo da província promete acompanhar a situação e apoiar no que foi possível, até que a situação da falta de espaços se resolva.

Um bolo, considerado o maior já produzido em Angola, de 58,6 metros de comprimento e 1.22 metros de largura, foi colocado à disposição dos munícipes presentes no acto , como brinde dos 100 anos da cidade do Lobito.

Assuntos Província » Huíla  

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