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13 Janeiro de 2015 | 11h16 - Actualizado em 13 Janeiro de 2015 | 11h16

Portugal: Corpo do recluso angolano assassinado na cadeia lusa chega hoje ao país

Lisboa - O corpo do angolano Lee dos Santos, assassinado, no passado dia quatro deste mês, na prisão do Linhó, em Sintra (distrito de Lisboa), onde cumpria pena de prisão, será transladado hoje ( terça-feira) ao país, informou à Angop fonte familiar.

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Segundo a mesma fonte, os restos mortais de Lee dos Santos chegarão no princípio desta noite à Luanda, em voo da companhia aérea nacional “TAAG”, devendo o enterro ocorrer na quarta-feira, no cemitério do Alto das Cruzes.

O corpo de Lee dos Santos esteve, nesta segunda-feira, em câmara ardente na igreja das Furnas, na zona de Sete Rios, em Lisboa, onde representantes diplomáticos, consulares e associações da comunidade angolana em Portugal, assim como familiares e amigos, prestaram a sua homenagem.

Cumprindo, por furto, roubo e posse de arma proibida, uma pena de sete anos e meio em Linhó desde 2011, depois de quase três anos no Estabelecimento Prisional de Lisboa, Lee dos Santos foi morto com arma branca, atingido num ombro e no abdómen, depois de troca de agressões entre um pequeno número de reclusos, derivando ainda o ferimento de um outro preso.

De 27 anos, sem ter deixado filhos e mulher, Lee dos Santos tinha a sua libertação prevista para Abril deste ano, altura em que completaria os exactos sete anos e meio de prisão, uma “sensação” que torna a dor da família “ainda mais profunda”.

Os familiares têm também a convicção de que “provavelmente” teria ainda sobrevivido se fosse imediatamente assistido, atestando que “a inexplicável falta de guardas prisionais no momento do incidente foi determinante para a sua morte”.

As circunstâncias do falecimento do cidadão angolano, morador no conhecido bairro lisboeta da Quinta do Mocho, maioritariamente habitado por imigrantes dos países africanos de expressão portuguesa, mereceram “veemente” condenação da diáspora angolana baseada em Portugal.

A Federação das Associações Angolanas em Portugal (FAAP) deplorou o acto, afirmando esperar que o incidente “não esteja associado a situações de racismo ou outro análogo de descriminação condenável”.

Um dia depois do acontecimento, a Direcção Geral de Reinserção e Serviços Prisionais de Portugal (DGRSP) deu a conhecer que as autoridades policiais estavam a trabalhar para a “percepção” dos contornos que levaram à morte de Lee dos Santos, mas admitia que tal resultara da “ruptura dos serviços prisionais e de manifesta falta de guardas”.

“Lamentamos que não tenha havido guardas prisionais para salvaguardar a integridade física de reclusos, resultando na morte de um cidadão angolano, encarcerado por furto, roubo e posse de arma proibida, durante quase oito anos”, reagia a FAAP ao posicionamento da DGRSP.
 

Assuntos Sociedade  

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