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21 Dezembro de 2017 | 15h24 - Actualizado em 21 Dezembro de 2017 | 15h29

Maior ravina ameaça corroer cidade do Luena

Luena - A maior ravina da cidade do Luena, situada a sul da cidade, no bairro Aço, ameaça destruir vários equipamentos sociais da urbe, ao progredir 20 metros longitudinais com as enxurradas desta quarta-feira, constatou a Angop.

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Ravina em progressão

Foto: David Dias

Em face as enxurradas, a ravina recebe todas as águas pluviais e residuais que escorrem do norte do Luena, facilitada pelo declive do solo da cidade, agravando a progressão da ravina que no passado levou as autoridades governamentais a pensar em construir uma outra cidade.

“A ravina está na linha vermelha. A situação é crítica. Não há solução paliativa para resolver o problema”, disse o vice-governador provincial para o sector técnico e infra-estruturas, Manuel Lituai.

O responsável afirmou que, apesar da intervenção que a ravina sofreu há 17 anos por empresas do Ministério da Construção, os trabalhos não foram concluídos e a ravina entrou em actividade com o deslizamento de maciço de betão que impedia o transbordo de água.

Precisou que para se estancar tal erosão, precisa-se de empresas “sérias” e com equipamentos capazes que não existem na província, em face ao avanço da ravina no extremo longitudinal e transversal.    

Solicita a intervenção imediata do Ministério da Construção para se repor a normalidade da situação enquanto o governo local procura formas de evacuar a população do local.

A ravina encontra-se agora a 100 metros do alcance da central térmica da cidade do Luena, localizada nas imediações do bairro Aço.

Uma das munícipes, Sara Jonasse, exigiu ao Governo para gizar políticas de acomodação nas áreas seguras da população afectada pelas 23 ravinas existentes nos arredores da cidade do Luena.

Domingas Majita, outra cidadã residente no bairro Aço, lembrou que a administração municipal do Moxico (sede), havia prometido o desalojamento da população para serem instaladas nas áreas mais confortáveis, mas até ao momento a promessa não foi cumprida.

Francisco António, 76 anos de idade, igualmente habitante do Aço, defendeu a necessidade da administração municipal, em colaboração com o Serviço de Protecção Civil e Bombeiros (SPCB), apoiarem a população com terrenos e chapas de zinco para abandonarem o bairro.

Já a munícipe, Adelaide Luísa Mendes, que na altura encontrava – se a mudar de residência, disse que a sua casa está a escassos metros da ravina, motivo que a levou a arrendar uma casa noutra localidade com maior segurança.

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