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17 Outubro de 2017 | 18h59 - Actualizado em 17 Outubro de 2017 | 18h59

Moxico: Líderes religiosos pedem fiscalização dos cultos das seitas ilegais

Luena - A fiscalização rigorosa dos cultos das seitas religiosas é uma medida para impedir certas denominações que confundem promoção da fé com negócio e actividade espiritual, defenderam hoje, terça-feira, no Luena, vários líderes religiosos.

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Moxico: Líderes religiosos pedem fiscalização dos cultos das seitas ilegais

Foto: Angop

Em declarações à Angop, em reação ao discurso do Presidente da República de Angola, João Lourenço, sobre o Estado da Nação, os líderes das distintas denominações religiosas reconhecidas na cidade do Luena, (Moxico), entendem que a fiscalização seria a maior forma de acabar com tais seitas que escamoteiam evangelização com negócios.

O Vigário Geral da Diocese do Luena, Emílio Cavavu Ndala, afirmou que o discurso do presidente veio num momento exacto e responde o slogan “corrigir o que está mal e melhorar o que está bem”, sendo que algumas seitas usam a bíblia para fins lucrativos e quando enriquecem deixam os fiéis ainda mais pobres.

O pastor da Igreja Evangélica Sinodal de Angola (IESA), Bernardo Sawalia, disse que as pessoas devem evitar aproveitar-se da laicidade do Estado para infringirem a Lei e primar por uma conduta salutar.

Segundo o religioso, em Angola há muitas denominações cujas suas doutrinas contradizem as orientações escritas na bíblia. “ Jesus quando curava os enfermos apenas dizia vá, a tua fé te curou e não pedia nada em troca”.

Bernardo Sawalia acrescentou que mesmo nesta era, a igreja é instituída para pregar o evangelho para a salvação dos homens na “doença do pecado” e para que mudem a sua conduta e a maneira de pensar.

Por último, o delegado do conselho das Igrejas Cristãs representadas na província do Moxico, (CIRA), Bispo Macano Kamuimba Pedro, diz que os homens precisam perceber que uma igreja não é empresa, mas sim um pilar de reconciliação de paz e harmonia entre as famílias.

“Mas hoje vemos igrejas que internam pessoas como se fosse hospital, cobram e vendem água, azeite, tudo isso com propósito de receber dinheiro”. 

Solicita ao governo que permita que as igrejas pratiquem livremente as suas actividades e o Estado intensifique as medidas de actuação contra as denominações religiosas não legalizadas, por formas a cumprirem as leis estabelecidas pelo Estado Angolano.
 

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