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24 Janeiro de 2018 | 18h41 - Actualizado em 24 Janeiro de 2018 | 19h02

Sobas advogam melhorias sociais

Luena - Problemas de falta de infra-estruturas escolares, escassez de oferta de emprego, saneamento básico deficiente, ravinas e o mau estado das vias de acesso, preocupam as autoridades tradicionais da província do Moxico, fizeram saber hoje (quarta-feira) essas entidades.

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Moxico: Governador do Moxico, Gonçalves Muandumba

Foto: David Dias

Moxico: Sobas querem melhorias socais

Segundo as fontes, dos diferentes bairros da cidade do Luena, preocupam o “lento desenvolvimento” que a província regista, tendo apresentado hoje, ao governador do Moxico, Gonçalves Muandumba, em reunião, “caminhos” para acelerar o progresso.

O soba do bairro Zorró, Raimundo Santana Muacanhica, manifestou-se desgastado com a situação do mau estado das estradas da província.

Tal apatia, segundo o soba de um dos bairros mais antigo e populoso do Luena, está a retroceder o desenvolvimento da maior província, mantendo-se “estática e esquecida”, vincou.

Manifestou-se, ainda, preocupado com o cenário deplorável da vala de drenagem da sua zona (Zorró, noroeste) que, há anos, carece de limpeza para escoar as águas residuais e pluviais.

Muacanhica questionou, igualmente, ao governador para quando a implementação dos 10 porcento da exploração de diamantes que a província deveria merecer, uma medida que diz ter sido aprovada há anos.

O soba da localidade do Tchafinda, que dista 80 quilómetros a sul da cidade capital, Izequiel Macaia, informou que o arranque das aulas naquela região está comprometido, dado que as únicas salas de aula que haviam na histórica região desabaram com a forte chuva que assola a circunscrição, nos últimos dias.

Informou que, por inexistência de unidades sanitárias, que poderiam acudir as as populações, diversas patologias continuam  a registar-se.

A falta e unidades sanitárias elevou o número de mortes no Tchafinda, afirmou Izequiel Macaia, que lamentou o facto de o administrador municipal do Moxico nunca se ter deslocado ao local, para conhecer o modo de vida da população.

Já o regedor do bairro "4 de Fevereiro", Aguinaldo Suco, afirmou lamentar as condições a que estão submetidas as autoridades tradicionais, uma vez que, muito deles, vivem em casas de chapas.

“Acha que somos parceiros do governo para a resolução de problemas sociais, desse jeito?”, questionou, ao lembrar que “o governo fez-nos tantas promessas sem cumpri-las”.

O governador provincial, Gonçalves Muandumba, ressaltou a importância do encontro e afirmou ter sido “bom conversar com os anciãos que são fontes de recolha de ideias”.

Destacou a frontalidade na abordagem do assunto, encorajando-os a continuar a ajudar o governo na realização de tarefas para o bem comum.

O governante referiu que, para se alcançar “grandes êxitos”, é necessária a mudança de “muitas coisas”, com  destaque para as consciências dos responsáveis que lidam com o povo.

“Queremos administradores que vão constatar os problemas que as populações vivem e não aqueles que fazem negócio de terrenos e licenças com os chineses, e optem em favorecer as famílias no desempenho de certas actividades”, apelou

Quanto à atribuição da quota de 10 porcento à província, pela exploração de diamantes, fez saber estar em marcha um diploma que vai ser apresentado ao Presidente na República, João Lourenço, a fim de se ultrapassar tal quesito.

 “O projecto de construção de casas para as autoridades tradicionais vai ser concretizado, uma vez que foi promessa do Presidente da República”, respondeu a concluir, o administrador do Moxico, Waldemar Salomão, sem avançar datas.

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