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07 Dezembro de 2018 | 14h37 - Actualizado em 07 Dezembro de 2018 | 14h36

Responsável advoga criação de mais centros de acolhimento

Luanda - A criação ou o reforço de centros de acolhimento para o acompanhamento psicos-social para crianças, adolescentes e jovens que vivem na rua, foi defendida hoje, sexta-feira, em Luanda, pelo responsável do Lares Dom Bosco, Adjaime de Freitas Cadete.

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De acordo com ele, que falava na apresentação de um estudo focado em meninas que vivem na rua do projecto "Vamos juntos", da organização Volutariado Internacional pelo Desenvolvimento (VIS), o Estado deve reconhecer a realidade e considerar como um problema social.

"Pode-se implementar estratégias concertadas com organizações da sociedade civil, implementar nas estruturas das autoridades locais a integração e consolidação orçamental de programas de protecção da criança da rua, através de acções focalizadas na promoção dos seus direitos", disse.

Adjaime de Freitas Cadete defendeu igualmente a criação de uma base de dados única de vulnerabilidade a nível provincial e nacional, que permita às organizações que trabalham na rua e às instituições de acolhimento coordenarem e cooperarem, para além de monitorar o fenómeno.

Considerou de relevante a coordenação entre todos os actores de protecção e a criação de protocolos entre instituições públicas, associações locais e organizações da sociedade civil.

"Acreditamos que a criação de uma estratégia de acção conjunta entre a polícia, o Masfamu, o INAC e a sociedade civil, sejam uma das prioridades para garantir a protecção da criança em situação de rua", frisou.

Co-financiado pela União Europeia, com a colaboração dos Salesianos de Dom Bosco, da Samusocial Internacional e do Instituto de Ciências Religiosas de Angola (ICRA), o estudo aponta que 465 crianças, dos 10 aos 25 anos de idade, vivem em várias artérias da cidade capital.  

Assuntos Criança   Sociedade  

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